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A soma de todos os medos

Diga o nome de alguém que não tenha pelo menos um medinho do tomar injeções e eu vos apontarei um mentiroso. Na infância da minha geração foi pior.

A maioria das vacinas – sarampo, varíola entre outras – não foram injetadas. O mecanismo consistia em quebrar uma ampola e, com o vidro cortante, esfregar o conteúdo no braço. Inflamava, doía, um horror, sem falar nas reações adversas como febre.

Por isso que toda pessoa com mais de 50 anos tem marcas e cicatrizes no antebraço, heranças indeléveis das vacinas. A única que era oral era a BCG, da tuberculose. Em compensação, ingerir aquele líquido leitoso dava ânsia de vômito. Crianças, vocês não sabem como são felizes com as injeçõezinhas de hoje.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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