Tenho saudades das comemorações da Semana da Pátria do meus tempos de guri. E amargura ao ver no que a Pátria amada se transformou. Nos anos 1950, o trauma nacional causado pelo suicídio de Getúlio Vargas não apagou o entusiasmo juvenil que era a preparação dos desfiles da Semana da Pátria.

O primeiro era a Parada da Mocidade, dia 2 de setembro. O fogo simbólico, que era de verdade, já tinha vindo das margens do Ipiranga com tochas carregadas por atletas e distribuído para quase todo o Brasil. O segundo era no dia 7, chamado de desfile cívico-militar.
Dias antes da Parada da Mocidade, as mães separavam, lavavam e engomavam os uniformes que usaríamos no desfile. O tênis branco geralmente era poupado para este fim e só depois usado nas aulas de educação física.
Tínhamos orgulho da Pátria, apesar dos pesares. Hoje temos pena.