A cada eleição se diz que esta é a mais importante da história. Toda eleição é, de certa forma, a mais importante, porque sempre embute consequências que serão decisivas. E não apenas para os próximos quatro anos.
Na hora que escrevo, as pesquisas mostram uma diferença apertada para Flávio Bolsonaro. Em paralelo, aumentou o número dos indecisos. Já Lula viu cair o percentual de rejeição, segundo a Quaest.
A mais difícil
Se tirarmos “a mais importante” e substituindo por “a mais equilibrada” seria melhor para entender o quanto a peleia está parelha. Ou acirrada, como queiram.
O fato é, que nos últimos dias, o PT cresceu na parada. Segundo todos os institutos. Se vai passar por Flávio, saberemos depois de divulgada a única pesquisa que nunca erra: a urna. Então, enquanto seu lobo não vem, permita-me ver o contexto, a moldura. Para começar.
Acho incrível que o aumento do custo de vida não tenha sentado na primeira fila dos programas do PL. E a extraordinária gastança com dinheiro público feita pelo candidato, enquanto presidente no exercício do cargo, não soube ser explorada.
São mais de 400 bilhões de reais que deverão ser tirado do orçamento 2027. Tirado não, substituído.

Banco dos reservas
Nos debates, é difícil para o candidato falar o que realmente interessa. Os assessores os pautam, mas no desenrolar do programa os assuntos vão sendo substituídos porque o formato dos debates leva a isso.
A cada ataque do adversário, a pauta muda. Volto a dizer que, por si só, debate não muda voto. O que muda ou pode mudar é o que se fala dele a posteriori. Talvez inclua nos indecisos. Mas não há como quantificar um percentual.
A projeção do Iris
Destoando dos demais institutos de pesquisa, o aplcativo Iris, que atualiza as projeções de forma contínua, ontem de tarde marcava “larga vantagem para a direita”, que é Flávio Bolsonaro. Saberemos a verdade domingo à noite.