Nos meus tempos de guri, adorava ler os livros de Monteiro Lobato, especialmente os que, além de divertir, ensinavam português, como Emília no País da Gramática. Os personagens eram muito divertidos. Como o Visconde de Sabugosa, além da própria Emília.
Outro livro levava o título de A Cuca, uma bruxa que atormentava quem se atravessasse no seu caminho. Nas minhas fantasias, ela se parecia com outras bruxas da literatura infantil, como João e Maria e Branca de Neve e os 7 Anões.

Mas nem fantasiando eu seria capaz de imaginar que ela reapareceria ao lado de abóboras sem miolo e iluminadas por dentro como Halloween, uma festa norte-americana importada por aculturados brasileiros. A da foto está exposta na frente de uma loja de fantasias na rua Florêncio Yguarta, em Porto Alegre.
Os aculturados também preferem um pão borrachento italiano para o Natal. Poderiam preferir a nossa cuca, cuca com farofa.