Antes do advento das urnas eletrônicas, as apurações demoravam dias e até semanas no caso de lugares distantes e com dificuldades e estradas ruins e poucas. Era o caso do Amazonas, mas também no Rio Grande do Sul politizado isso ocorria.
Claro que as cidades longínquas eram as últimas a serem apuradas. Caso também dos bairros afastados da cidade grande. O transporte das urnas com os votos dependiam às vezes de motoristas voluntários, com carros não raro caindo aos pedaços.
A estas regiões longínquas se dava o nome genérico de Zona da Mata. Era a última esperança dos candidatos com poucos votos. “Espera até chegar a zona da mata’, diziam os esperançosos de um milagre divino.
Aconteciam uma vez que outra. Mas, em regra, a zona da mata não elegia ninguém. Com a chegada das urnas eletrônicas, não é incomum que os votos das urnas de bairros ou cidades afastadas cheguem primeiro no placar do TRE.
É a vingança da Zona da Mata.