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A revolução do trabalho

A Câmara Brasil-Alemanha promoveu uma reunião-almoço com uma pergunta: Estamos preparados para as indústrias autônomas? Bill Gates, fundador da  Microsoft, acha que não. Ele falava da IA.

Quando abordei o tema, na minha página do Jornal do Comércio, alguns leitores escreveram que eu era contra a tecnologia. Nada mais falso.

Quando uma tecnologia consegue ser autônoma a ponto de dispensar um ser humano, é um caminho perigoso e não falo de empregos. É temerário. Em nenhuma das outras quatro revoluções industriais anteriores, o ser humano foi dispensado, ao contrário.

A primeira revolução industrial 

Foi na Inglaterra no século XIX. Os teares das Indústrias têxteis foram mecanizados causando desemprego no curto prazo.

Em seguida, os seres humanos tiveram que aperfeiçoar as máquinas que usavam vapor e eletricitade. Não trabalhavam sozinhas e nem tinham autonomia para fazer isso.

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A IA já tem e não demora ela vai criar, sem interferência da mente humana. Já existe isso parcialmente no jornalismo. Explico a seguir.

Neurônios portáteis

Antes devemos fazer uma distinção entre PERGUNTAR algo para a IA para conseguir subsídios a fim de ELABORAR um texto. O Google já faz isso, mas sem a profundidade da IA.

O que está acontecendo é um jornalista escrever uma frase para um assunto específico, pedindo para completar a informação com xis toques ou linhas, à vontade do freguês. Ora, para fazer essa pergunta posso contratar o porteiro, o vigia ou qualquer pessoa, desde que saiba digitar a frase inicial.

Já tem jornal e rádio fazendo isso. Não demora, e essa inteligência artificial vai IMITAR estilos de escrita, textos de colunistas. Quando isso acontecer, eu serei tão descartável quanto um copo de isopor. Que dispensa remuneração.

A cobra que come o próprio rabo

IA é tudo que já se escreveu sobre um assunto. No momento em que ela pode CRIAR, já não se trata mais de perda ou transformação de mão de obra. Trata-se de dar poder a um ser artificial que pode criar algo que não dominamos.

Nosso inconsciente já faz isso. Mas temos um consciente para impedir que o outro eu tome o controle.

Mesmo assim, a barbárie tomou conta de pessoas e populações inteiras. Um exemplo é o livro O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stenvenson, escrito no século XIX, antes de Sigmund Freud.

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Por isso, Bill Gates teme que ela tome conta de toda Internet, uma imitação barata e perigosa de um Deus descontrolado e imprevisível. A questão não é mais o emprego ou automação. Trata-se do destino da Humanidade com o uso de uma tecnologia que não tem controle nem ética porque máquina virtual é.

À China, com sucesso

Rumo à maior competição de educação profissional do mundo, Guilherme Lunardi e Erick Fanka embarcaram rumo a China, onde competem entre 22 e 27 de setembro na WorldSkills Xangai 2026. Em evento que reúne mais de 1.400 competidores de 70 países, os alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) disputarão medalhas nas ocupações de Sistemas Drywall e Tecnologia em Segurança Inteligente, integrando a delegação nacional do Senai, que reúne 62 competidores.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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