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Suprema falha

Depois dessa enorme enrascada em que se meteu, levando sarrafada de todos os lados, só uma coisa é certa para o Supremo Tribunal Federal: a maioria dos ministros não está nem aí. Principalmente os que eu chamo Os Quatro. Por extensão, O Signo dos Quatro. 

Foto Alejandro Zambrana/ STF

Signo dos Quatro refere-se ao pacto secreto feito por um grupo de quatro prisioneiros na Índia colonial, que compartilhavam a posse de um grande tesouro. É romance policial de Arthur Conan Doyle com seu personagem   Sherlock Holmes.

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O Supremo se acha Supremo e a única força que os encostaria na parede seria enorme pressão popular, como gente nas ruas. Não vejo isso como provável. Não sem algum tipo de catalisador.

O mesmo de sempre 

Quando me perguntam se já tinha visto crise institucional como esta ao longo dos meus 58 anos de jornalismo, respondo que essa é a maior e a pior. Pelo simples motivo de ser causada por um poder que é uma perna do maior garantidor da democracia, o STF.

E não é de hoje. Um tripé precisa de solidez para garantir o que ele sustenta.

O voo da galinha 

E se me perguntam o que senti com o pedido de vista do ministro Flávio Dino, digo que sinto um enorme cansaço de ver um país como o nosso praticar o que na economia se chama voo da galinha. Parece que vai decolar, mas não ganha altura.

A culpa é coletiva

Se olharmos o globo terrestre, veremos que a maioria dos países desenvolvidos fica no Hemisfério Norte e os países mais atrasados ou menos desenvolvidos estão no Hemisfério Sul. Já se culpou o clima por isso, herança do passado dos colonizadores. Entretanto, não é por aí. Chega perto, mas falta algo.

Tristes heranças

Tristes trópicos, disse Claude Levi Straus. Também não. O escritor argentino Jorge Luis Borges definiu melhor o que nós fez latinos perdedores: o Instituto da Confissão da Igreja Católica.

Você comete o mais hediondo crime, e chega ao Céu junto com o maior santo dos homens, bastando se confessar e pedir perdão a Deus. Umas 20 Ave Maria e outro tanto de Padre Nosso e estamos conversados. 

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É bem diferente a moral luterana, religião preponderante no Hemisfério Norte, pela qual a mentira é o maior pecado, e não eventuais pulos de cerca. Estou reduzindo um conceito complexo, mas é algo que ficou no nosso DNA, não o crime e castigo, mas o crime e perdão.

Sejamos irresponsáveis que Deus perdoa. É mais ou menos por aí.

Olha a moral da pensão!

Depois de ser cobrado pelo ministro Gilmar Mendes, o ministro Luiz Fux mandou o colega não encher o saco .

Por enquanto, quem está de saco cheio somos nós. 

Instituto dos Advogados 

Departamento de Psicologia Judiciária do IARGS realizará, no dia 18 de setembro, das 9h às 17h, o seminário “Assédio 360° – Desafios para o Direito”. 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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