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A Semana da Pátria

Tenho saudades das comemorações da Semana da Pátria do meus tempos de guri. E amargura ao ver no que a Pátria amada se transformou. Nos anos 1950, o trauma nacional causado pelo suicídio de Getúlio Vargas não apagou o entusiasmo juvenil que era a preparação dos desfiles da Semana da Pátria. 

  O primeiro era a Parada da Mocidade, dia 2 de setembro. O fogo simbólico, que era de verdade, já tinha vindo das margens do Ipiranga com tochas carregadas por atletas e distribuído para quase todo o Brasil. O segundo era no dia 7, chamado de desfile cívico-militar. 

  Dias antes da Parada da Mocidade, as mães separavam, lavavam e engomavam os uniformes que usaríamos no desfile. O tênis branco geralmente era poupado para este fim e só depois usado nas aulas de educação física. 

   Tínhamos orgulho da Pátria, apesar dos pesares. Hoje temos pena. 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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