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O caso como o caso é

Decididamente, não é um ano bom para o Brasil. Primeiro, foi o tarifaço aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

Lula visitou Donald Trump e deu a entender que o presidente americano o adorava. Mas negócios são negócios e, em seguida, veio outro, embora com mais exceções que regras.

No fim, seria palatável até por aí. Mas, como se não bastasse, Trump sugeriu – por enquanto é sugestão – aos organismos do comércio que lascasse mais uma taxa por natureza política.

Só isso já tirava o sono do exportador. Entretanto, no domingo, veio outra bomba: a recomendação da União Europeia de proibir a entrada de carnes brasileiras. Todas elas, até de cavalos a partir de setembro.

De dose em dose…

A acusação se baseia no uso nos rebanhos brasileiros de pequenas doses de alguns tipos de antimicrobianos, conhecidos como antibióticos. São promotores do crescimento, colocados nas rações, com o intuito de promover o desenvolvimento do animal.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term

A lógica é: estas substâncias, mesmo em muito baixa quantidade, alteram a microbiota intestinal para reduzir a competição por nutrientes e crescimento de alguns microorganismos indesejáveis, acabando por facilitar o ganho de peso do animal.

E o boi a campo?

Em tese, boi criado a campo não padece deste mal. Isso porque o produto só entra quando há ração.

Pelo menos neste aspecto a defesa do governo brasileiro deve se basear. Afinal, criamos muitos bois desta maneira com zero ração.

Os europeus têm dificuldades em rastrear rebanhos inocentes dado à vastidão do Brasil. Na Europa, onde predomina o minifúndio é mais fácil, para dizer o mínimo.

O óbvio ululante

Existem problemas óbvios com essa prática. Citando apenas um, o risco de desenvolvimento de resistência a antimicrobianos, tanto em animais quanto em humanos.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

Segundo uma doutora em veterinária, existem alternativas naturais. Já há regulamentação e proibição de algumas dessas substâncias há décadas. Só que houve também ineficiência oficial em comprovar a efetividade da regulamentação.  

Tiro de misericórdia

Nem o afamado Instituto Butantã escapa da maré de azar. A Anvisa proibiu temporariamente a vacinação contra a dengue devido à reações adversas em pelo menos 42 casos. Enquanto isso, o mosquito de pijama dá risadas.

Quem será o pé frio do governo Lula? Porque não é normal, credo!

Mega Feira

A Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Porto Alegre e Regiões (ACOMAC Porto Alegre e Regiões) promove, nos dias 17 e 18 a 7ª edição da Mega Feira de Negócios, no Centro de Eventos da Fecomércio-RS, em Porto Alegre.

Idosos

Hoje, dia 9 de junho, o IARGS promoverá a palestra gratuita e híbrida “Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa”, dentro das atividades do Grupo de Estudos de Direito de Família.

https://www.senar-rs.com.br/

Dia dos namorados

O Senac-RS está promovendo uma campanha especial de Dia dos Namorados, com 12% de desconto em cursos presenciais para novas matrículas.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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