Assisti boa parte do jogo da Seleção Brasileira contra o Panamá e também o pós-jogo, quando os jogadores dos dois times ainda trocavam gentilezas em campo. Dê-me um desconto por não ser um fanático por futebol, mas fico pasmo com quem não jogou: Neymar
O Deus que não jogou
Nunca vi um atleta que nem estava escalado para jogar e estava no banco por deferência ser tão solicitado para selflies. Nunca vi disso, repito. E ele solícito não se furtava ao assédio, então ponto para Neymar.

Não lembro de ter visto isso nem com Pelé, salvo em partidas em que ele foi homenageado. O que me leva a concluir que o Brasil precisa muito de heróis, mesmo que estejam de licença médica.
Buscamos nos esportes heróis que não encontramos fora dele. Temos vigaristas de todos os quilates e, seguramente, heróis anônimos na ciência e na pesquisa. No entanto, a proporção de cérebros admiráveis para escroques deve ser a mesma do escore do jogo Brasil e Panamá.

Onde vocês se escondem, heróis do povo brasileiro?
Uma nova guerra
O exército combate organizações terroristas que se escondem entre civis, usam estruturas civis e dificultam qualquer definição tradicional de vitória. O Ocidente ainda olha para a guerra esperando um resultado claro, como em uma partida de futebol. Mas esse 1 a 0 ou 2 a 0 talvez não exista mais. (Gabriel Schorr, ex-integrante do Corpo de Paraquedistas do Exército de Israel, em palestra na Federação Israelita).
