A Wagnerpar Urbanismo dobrou a aposta no surgimento de um novo balneário no norte de Capão da Canoa. Entregou seu segundo empreendimento na região entre Arroio Teixeira e Curumim.
É mais um condomínio horizontal. Só ao longo da Estrada do Mar são em torno de 15 construídos ou em construção. Não é raro que compradores comprem unidades, não para utilizar só durante o veraneio, mas para morar em definitivo.
Entre o mar e o bar
O começo da debandada da cidade grande para o Litoral Norte começou timidamente nos anos 1980 para engrossar à medida que a década de 2020 engrenou a primeira marcha. No início, era apenas sonho de aposentado para curtir a vida entre o mar e o bar, mas em seguida a loucura da cidade grande com avanço da criminalidade levou famílias à mudar de ares.
Cidades como Capão da Canoa, Torres e a mais popular, Tramandaí, já contavam com infraestrutura razoável quando essa tendência começou.
Seu Patta e a praia
Um episódio ficou vivo na minha memória desde 1973. Minha mulher estava grávida da minha filha Fabíola e ela achou que era melhor voltarmos para Porto Alegre.

Era domingo de tarde. Já estávamos na saída da cidade, quando parei para ir a uma fruteira no lado oposto da rua. Lá estava um senhor na faixa dos 60 anos, numa mesinha, bebendo uma cerveja. Com olhar divertido me olhou.
– Vai voltar para Porto Alegre?
Sem esperar resposta, foi falando.
– Eu não. Chamo-me Patta de sobrenome, aposentei-me há pouco, e meu divertimento é sentar na frente da fruteira domingo à noitinha vendo a volta de veranistas enquanto eu posso ficar aqui o tempo que eu quiser.
O campo vai mal
O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, fez duras críticas à política de crédito rural do governo federal e afirmou que o país enfrenta a maior crise de financiamento do agronegócio desde o início do Plano Real. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirma que os números oficiais mostram uma deterioração no acesso ao crédito agrícola mesmo diante de anúncios de Planos Safra bilionários.

Segundo ele, até março, houve queda de 13% na tomada de crédito rural em relação ao ano passado e retração de 23% na comparação com dois anos atrás. Segundo Luz, o setor já acumula R$ 171 bilhões em carteira estressada, soma de inadimplência, atrasos, renegociações e prorrogações.
O economista afirma ainda que 111 mil produtores que conseguiram financiamento no ano anterior ficaram sem acesso a crédito nesta safra. O agro sempre teve olhar de soslaio de parte do governo federal, nunca simpatizou com aquele que salva o PIB do Brasil.
Os olhos da cara
Assim pode ser considerado o custo do Sedex. Leitor enviou uma publicação da agência Central dos Correios para morador da Cidade Baixa imediações da Faculdade de Medicina da Ufrgs.

Custou três vezes mais que se tivesse ido de Uber para entregar o pedido. E em 2025 os Correios tiveram novo prejuízo, desta vez de 8,5 bilhões de reais.