De graça até injeção na testa, diz um provérbio popular. Imagina se de graça fosse uma paeja gigante em um espaço como o Largo Glênio Peres em Porto Alegre.

Mais preocupações
A Fecomércio-RS manifestou preocupação com o projeto de lei encaminhado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto propõe a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.
Ah, dizem, na Europa já é assim há muito tempo. De fato, mas cessam aí as comparações.

Não se pode comparar as economias dos países europeus com a brasileira. Ainda mais nestes tempos bicudos, com PIB mal e mal passando pela barra e com custo de vida em alta.
Ponham-se no lugar de um pequeno empresário que toca um restaurante sete dias por semana, que vai ter que pagar os salários sem redução e ainda contratar mais gente para trabalhar sábado e domingo.
A varrer, não
O que as entidades empresariais querem é maior diálogo para que os empreendedores possam fazer ajustes na folha e nas operações. Agora que a Câmara dos Deputados deveria ter a sensibilidade de reconhecer que o que vale para um não necessariamente vale para outro.
Pesos e medidas
Quando eu participava do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, houve um episódio que virou manchete, o reajuste da gasolina. Irritados ouvintes contavam que no posto tal o litro custava X e no outro X e meio.
Ponderei que os postos têm custos diferenciados, um com mais funcionários que outros, alguns pagando aluguel e outros donos do terreno. Não que eu justificasse aumentos abusivos. Mas tem que botar tudo na balança antes de criticar.
Estragos do Carnaval
Más notícias para os marqueteiros de Lula vem de todos os lados. A pesquisa da Quaest mostrou que a desaprovação de Lula entre os evangélicos subiu de 61% em março para 68% agora.

Março já se explicava pelo desfile de Carnaval em que os evangélicos foram ridicularizados. E com a Lula assistindo no camarote.
Qual o limite para uma cidade turística crescer?
Em tese, até o ponto em que a vocação se perde no cimento. Gramado, RS, todos conhecem.
Tem restaurantes bons, mas caros. Há hotéis em tal quantidade que a prefeitura declarou moratória de novos. Por sua vez, as ruas estão entupidas de carros, os ônibus de excursão tomam cinco vagas de automóveis, faltam estacionamentos.
Atualmente, a cidade é um imenso parque de diversões, que liquidaram com o pouco de ar bucólico das construções em formato enxaimel.
Apesar dessa maré alta, a prefeitura quer ampliar a cidade povoando uma parte de área verde em mãos de particulares. Certamente, os proprietários esfregam as mãos de contentamento pelo dinheiro que receberão. Talvez eles tenham dado a ideia para a prefeitura.

De certa forma, Gramado já tinha uma certa falsidade. Sempre vendeu uma imagem alemã. Entretanto, as principais famílias que tinham propriedades e negócios de toda ordem, em tempos passados, tinham sobrenomes italianos.
A queda
A Indústria gaúcha exportou US$ 3,64 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Os dados são da pesquisa do Sistema FIERGS. Vendas externas caíram 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado.