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Pouco a comemorar

Ontem foi o Dia do Jornalista, mas não comemorei muito. Os jornalistas foram substituídos por textos de Inteligência Artificial (IA) em boa parte dos textos que você lê. Mas nunca os meus, isso eu garanto.

Alguns escrevem meia dúzia de palavras, e a IA completa o número de toques que foi solicitado. O jornalismo está acabando.

O futuro do futuro presidente

Não vai ser fácil. Com a renúncia fiscal dos combustíveis, mais os projetos sociais novos do governo Lula, arrecadação sentindo os efeitos da diminuição do ritmo da economia, devido à guerra, somada ao passivo herdado, o novo presidente vai ter um caixa raspado para começar seu governo.

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Se for Lula, o filho será dele. Se não for, o novato vai ter que se virar nos 30.

A cidade que se sujou

Esta expressão era usada quando crianças já bem grandinhas não esperavam chegar ao penico ou ao banheiro. Pois Porto Alegre se sujou.

Foto: Fernando Albrecht

Além da sujeira nas ruas, lixo atirado em tudo quanto é canto, os catadores reviram os contêineres, tiram tudo para fora, levando o que lhes interessa e deixam o resto no chão. Acrescente-se a isso o pouco número de lixeiras e teremos um quadro lastimável.

Os garis até se esforçam. Mas a grande verdade é que o povo ficou porquinho.

A sujeira vertical

Se na horizontal a Capital gaúcha e sujinha, não é menos na vertical Especialmente nos prédios que abrigam operações comerciais.

Além dos pichadores idiotas que escrevem com spray de tinta e letras ininteligíveis, que demonstram seu analfabetismo, há falta de capricho em deixar paredes externas e fachadas limpas e com aspecto de que os donos são caprichosos. Em ruas e avenidas decadentes, como a Farrapos e Benjamin Constant, isso fica mais evidente.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

Até porque muitas estão por alugar ou esperam sua morte lenta. No entanto, Porto Alegre não era assim.

O que leva uma população caprichosa a mudar de vinho para água em menos de duas gerações seria uma interessante tese de doutorado em comportamento. Um ramo do jornalismo que não aparece com a frequência desejável.

Mudanças comportamentais

Há quem diga que a cidade ou seu povo ficaram assim depois da enchente de 2024, quando teve mais água nas ruas que no leito do Guaíba. Pode explicar parte do abandono do capricho. No entanto, antes das águas, já era visível a sujeira e falta de pintura em áreas onde a água nem chegou perto.

Não, o furo é mais embaixo. Pode ser que a falta de dinheiro explique uma parte. Mas cadê aquele lema orgulhoso “Pobre, mas limpinho”?

O fator bairro

É uma parte dessa equação. Entretanto, o que sinto mais saudade é do orgulho dos bairros.

A população porto-alegrense se orgulhava de morar neste lugar, e cuidava que permanecesse limpo. E em eventos, como Natal e Páscoa, comerciantes capricharam no visual.

Cito o Quarto Distrito, que se orgulhava de não precisar ir ao Centro de Porto Alegre porque eram autossuficientes. Eu vi, eu curti aquele tempo.

https://www.senar-rs.com.br/

Elegiam o mesmo vereador, que era porta-voz das demandas do bairro, Aloísio Filho, hoje bimestre do prédio que abriga a Câmara de Vereadores.

Aliás, leia no A Vida Como Ela Foi de hoje a história de um visionário dono de farmácia, que usou um jacaré como propagandista.

Vereadores chineses

Por sinal, não tenho observado vereadores que acompanhem as demandas do bairro onde moram ou onde nasceram. No passado, era incomum bairro não ter porta-voz. Até nisso a política ficou mais pobre.

Muitos vereadores preferem abordar temas ideológicos no melhor estilo “tudo sobre a China, nada sobre a esquina”.  

Transformação digital

Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP vai promover, no dia 23 de abril, a 3ª edição de 2026 do Fecomércio-RS Debate, com o tema “Transformação Digital na era de Agentes de IA”. O evento reunirá especialistas e empresas incubadas no Lab Fecomércio-RS para discutir os impactos e as oportunidades da inteligência artificial no ambiente de negócios.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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