Diga o nome de alguém que não tenha pelo menos um medinho do tomar injeções e eu vos apontarei um mentiroso. Na infância da minha geração foi pior.

A maioria das vacinas – sarampo, varíola entre outras – não foram injetadas. O mecanismo consistia em quebrar uma ampola e, com o vidro cortante, esfregar o conteúdo no braço. Inflamava, doía, um horror, sem falar nas reações adversas como febre.
Por isso que toda pessoa com mais de 50 anos tem marcas e cicatrizes no antebraço, heranças indeléveis das vacinas. A única que era oral era a BCG, da tuberculose. Em compensação, ingerir aquele líquido leitoso dava ânsia de vômito. Crianças, vocês não sabem como são felizes com as injeçõezinhas de hoje.