A mim parece que os jornais brasileiros estão tratando com certo desdém o perigo que bate na porta há vários dias: a escalada do preço do petróleo e da guerra de Trump. O barril passou dos 120 dólares ontem de manhã, o dobro do que valia há dois meses.
Enquanto isso, nós aqui falando de empréstimo consignado e futebol. O Irã não só foi subjugado como ainda ataca Israel, como eleger um líder Supremo mais linha dura do que o pai.

E Donald Trump fala em mandar soldados para tirar o urânio dos reatores iranianos. Como se isso fosse fácil.
Guerra e ocupação
Não existe guerra que seja vencida só com ataques aéreos. Sem ocupação não há vitória, embora frequentemente seja uma vitória de Pirro como foi o caso do Iraque.
Ou seja, o ônus foi maior que o bônus. E o poder ofensivo do Irã está sendo reabastecido de armas por amigos, talvez a China. De algum lugar vem milhares de drones e mísseis.
É a mãe
Uma expressão muito usada pode ser aplicada no mercado do petróleo. Se a guerra não terminar ontem e os países produtores de petróleo da região não voltarem a extrair óleo nos níveis pré-guerra: a mãe de todas as crises.
Enquanto se dorme…
A vantagem em não acompanhar o noticiário da guerra e não ter a mínima ideia do que signifique petróleo a 120 dólares o barril, nem desconfiar do que isso significa para o Brasil, é dormir bem mais tranquilo que os informados.

Rumo ao zero absoluto
Muitos jornais estão usando IA na maioria das matérias. O redator ou repórter escreve algumas linhas, que a IA completa com quantos caracteres deseja. Rumo ao repórter 100% deficiente intelectual.
Gato em teto de zinco quente
Tornou-se comum na mídia abrir uma chamada de capa com a frase “o petróleo subiu xis por cento, e agora? “. Boa pergunta. A única resposta razoável, por enquanto, é responder que o gato subiu no telhado.

Passagem bloqueada
O Rio Grande do Sul exportou US$ 1,3 bilhão em mercadorias para o Oriente Médio em 2025, valor que correspondeu a 6% do total exportado pelo estado no período, informa a Fiergs. Desse total, 85,6% desembarcam em países com portos no Golfo Pérsico, onde está o Estreito de Ormuz.
Como dizem os uruguaios, entre beijo e beijo, surge o osso do pescoço.
Pensamento do Dias