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Governos viciam

Os jornais dependem demais dos governos, financeira e editorialmente. Se um dia não viessem informações oficiais, no dia seguinte não haveria jornal.

Tenho feito revisões periódicas sobre o jornalismo gaúcho. E o que salta aos olhos é a brutal falta de amplitude contrastando com diários do Centro do País. Se bem que diários do Rio e SP, já têm várias manchas suspeitas nas camisas, que, se nunca foram imaculadamente brancas, pelo menos eram bem lavadas.

Tudo vai mal

O ponto central é que o jornalismo paga miseravelmente mal e aqui ainda pior que isso. Ser jornalista é um sacerdócio.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/conta-digital.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=novo-app&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

A mão de obra vai desaparecendo. Não existem ou existem poucos repórteres dignos deste nome. Por outro lado, salário bom não torna um perna de pau em craque.

Mateus, primeiro os meus

Os entes públicos da Capital privilegiam primeiro a Zero Hora e seus colunistas. No dia seguinte, as sobras vão para o resto.

www.brde.com.br

Cabeça de baleia para uns, rabo de sardinha para outros. E se a RBS está contente, não deveria estar.

Ganhar de mão beijada estimula a preguiça. Mata a curiosidade e aumenta a soberba.

O que fazer?

Não sei. O que é certo é que existem jornalistas muito bons, bons e o resto – em torno de 80% ou mais. O que as empresas jornalísticas fazem? Contratam o resto.

https://www.senar-rs.com.br/

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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