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Caos na segurança pública

Há tempo que falo que o domínio do crime organizado é tão presente sobre as instituições e população que o governo deveria montar uma força-tarefa para combater as facções. É de tal forma que o Rio de Janeiro vive trancado. Até uma peça de teatro faz tragicomédia sobre como é viver numa cidade tão bonita e, ao mesmo tempo, tão perigosa.

Amigos me relatam que até sair dos hotéis 5 estrelas é temerário. Imcluindo bons restaurantes. No entanto, achamos que faz parte da ex-cidade maravilhosa.

No Nordeste é guerra. Domingo passado, mais três provedores da Internet fecharam suas portas. O crime cobra pedágio e, se não vier, ameaçam as famílias, filhos pequenos inclusive. Sabem até os endereços deles.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/conta-digital.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta-digital&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Em resumo, o Ceará pode ficar sem Internet, assim como outros estados do Nordeste. E ninguém do governo e do Congresso – e nem a mídia – abraça esse pepino. Nin-guém.

Despedida

Depois de 21 anos, o ecônomo do restaurante Berna, localizado no Palácio do Comércio, serviu o último Tá na Mesa. Eles encerram o trabalho no final de semana e partem para novos projetos.

Como reconhecimento destas duas décadas de convivência, o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, prestou uma homenagem que aconteceu no dia do aniversário de Porto Alegre. Elton e Marcia, os dois comandantes do restaurante receberam uma placa de reconhecimento e agradecimento.

Foto: Divulgação

Além de Rodrigo, participaram os ex-presidentes Paulo Afonso Feijó, Humberto Ruga, Ricardo Russoswsky e Simone Leite. A foto traz todos os personagens do restaurante: garçons e cozinheiros.

Mistério no sétimo andar

Sinceramente, não entendo a retirada do Restaurante Berna do prédio do Palácio do Comércio. Prestou serviços por décadas para o público em geral, inclusive para as reuniões-almoço da ACPA (dona do prédio) e da Federasul.

Além disso, oferecia salas privativas para almoços de negócios. Ou seja, mexeram no time que estava dando certo.

As informações sobre o novo ecônomo são vagas e inconclusivas. De novo, não dá para entender da mesma forma como não dá para entender a cobertura do Edifício Brasília.

Como ser rainha 

Dona Janja foi recebida pela família imperial japonesa, onde o imperador impera, mas não governa. No Brasil, ela não reina, mas governa.

Mórmons

A partir dos anos 1960 os missionários mórmons passaram a fazer parte da paisagem de Porto Alegre. O templo, a Igreja dos Santos dos Últimos dias, ficava na avenida João Pessoa, um pouco adiante no sentido Centro-Bairro do Palácio da Polícia, esquina com a Ipiranga. 

Para quem não sabe, os mórmons são praticamente donos do estado norte-americano de Utah. Naqueles tempos, eles eram inconfundíveis. 

Os americanos, quase sempre altos e atléticos, caminhavam sorridentes em dupla com um livro embaixo do braço, sempre com camisa branca de mangas curtas e gravata curta. Pareciam cópias xerox um do outro.

Pois eles desapareceram das ruas. Ou pelo menos, não os tenho visto.

Como foram anos turbulentos, a esquerda dizia que eram todos agentes da CIA. A esquerda brasileira sempre foi de acreditar em cédulas de 30.

www.brde.com.br

Certa vez, na década de 70, um motorista da Zero Hora foi de viatura do jornal para buscar a mulher no culto. Entrou com todo o respeito justo na hora em que o pastor perorava. Ao ver o estranho no ninho, pôs se a vociferar olhando direto para ele.

– A bebida meus caros, a bebida é a causa de todos os problemas da humanidade. Guerras, casamentos e até amizades desde criança são destruídos pelo maldito álcool.


A essa altura, parte dos fiéis voltou-se para o motorista, que morria de vergonha. Será que está tão na cara que eu gosto de uma cervejinha? A explicação não estava exatamente na cara, mas na camiseta que usava.

Com letras bem grandes lia-se “Eu bebo todas”.

A criação hermafrodita

Um resumo de como a humanidade surgiu no meu entendimento. No princípio, Adão era a Eva e vice-versa. É como vejo a Criação.

Mesmo não sendo mais religioso, de alguma forma, o que está na Bíblia faz sentido com o que supõe a Ciência. Primeiro fomos peixes, depois anfíbios e chegamos onde chegamos em terra firme.

Já os criacionistas insistem que foi num upa. Adão tirou uma costela e assim nasceu a Eva.

 Faz sentido. É só olhar o corpo do homem e da mulher. Nos primórdios, saímos da água hermafroditas. Nós mesmo nos engravidávamos, por assim dizer.

Provavelmente amparado por alguma liminar, houve separação dos corpos. Tanto que os homens têm mamilos, mas não têm seios.

Foi nessa separação que o lado mulher não quis ceder. Por isso ficou com seios maiores. Nem preciso dizer que nos países baixos a coisa toda se explica. Elas têm vagina e nós, pênis. Feitos um para o outro, anatomicamente falando.

https://cnabrasil.org.br/senar

O machismo, sempre ele, transferiu para a mulher a árdua tarefa de engravidar e ter filhos. O máximo de indenização que a mulher conseguiu foi que só o homem teria barba, e teria que fazê-la diariamente. Uma chatice.

Só o que não tem lógica é a história da serpente carregando uma maçã na boca. Não tem como.

Foi aí que surgiu a primeira falsificação na história da humanidade. A cobra é fake. Foi ilusão de ótica, na melhor das hipóteses. 

O resto vocês conhecem. Por ter cometido o pecado carnal, o casal teve que sair de um duplex com piscina na cobertura para morar num quarto e sala do Minha Casa Minha Vida, ganhar o salário mínimo e comer o pão que o Diabo amassou, enrolado nos juros do cheque especial por toda a vida.  

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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