Diga a verdade pro tio: se você passasse por baixo desse “telhado verde”, na rua Padre Chagas de Porto Alegre, gostaria de sentar para beber algo com esse calorão todo?

A esperança na cor vermelha
Tenho quase 82 anos, trabalho há 63, sou jornalista há 56. Não tenho, na minha boa memória, lembrança de uma sequência de tantos dias de calor e de tantos dias de angústia e desespero das gentes do interior ao ver o seu sustento torrar. E o dinheirinho que deveria prover o sustento das famílias ir para o crematório.

O que lembro foram alguns dias de pavor concentrado de uma praga de gafanhotos quando eu tinha 5 ou 6 anos em São Vendelino. Os insetos devastaram todo o Rio Grande do Sul, levando ao desespero colonos, que tentaram, inutilmente, espantar essa praga medonha, trazida da África por correntes de jato de grande altitude, com roupas e lenços vermelhos, que a crendice popular achava que espantaria os Insetos. Em vão.
Comeram todas as plantas, o capim, o pasto, as hortaliças, as flores deixando, mal e mal, alguns milímetros do caule. E também devoraram todas as esperanças dessa pobre gente de ver a despensa cheia.

Lembro que, depois que os gafanhotos foram embora, eu me encolhi na cama em posição fetal assustado e suando frio me perguntando se o futuro seria sempre assim. Hoje não sou tão pessimista. Mas penso que o futuro será assim com maldições entremeadas, ano sim ano não. Ou seja, com uma breve pausa para respirar.
Crescimento dos evangélicos
Segundo estudo da Mar Asset Management, mais de 1/3 da população brasileira (35,8%) será evangélica em 2026. Eram 32,1% em 2022.

O PT e os partidos de esquerda têm menos votos em municípios com maior presença desse grupo. Como 2026 está logo ali, os estrategistas de Lula devem abrir o olho.