Search

Zero reação

A melhor época para se dar um golpe ou algum grande lance constitucional, operacional ou financeiro é no final do ano e início do seguinte. Há um motivo para a imprensa brasileira estar dorminhoca: maioria dos colunistas, editores e repórteres especializados está de férias.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

E como repórter é artigo escasso no mercado, em termos de informação sobre o que acontece debaixo dos panos, é mínima. É o que está acontecendo agora com o Banco Master. Está em curso uma grande operação/conspiração para levantar sua liquidação nas barbas do governo e do Congresso, que também estão em férias.

Chute no balde

Essa urdidura começou com o telefone ou visita do ministro Alexandre de Moraes ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que ele primeiro confirmou depois se autodesmentiu, dizendo que não houve visita ou telefonema. Na sexta, foi a vez do ministro Dias Toffoli, também do STF, de convocar o diretor de fiscalização do BC para depois adiar seu depoimento.

www.brde.com.br

Para os colegas do diretor de fiscalização, isso é constranger o colega. Qual o sentido em duvidar do BC, cujo presidente não diz nem “oi” para seus subordinados?

Quando decretada a intervenção do NBC no Banco Master, a conclusão foi que houve “fraudes grotescas” no banco. 

Congresso falido

Embora existam exceções, o Congresso Brasileiro parece não entender a gravidade do momento no caso Master. Preferem levantar dúvidas sobre o sorteio da Mega da Virada, outra criancice.

Por sinal, um amigo me falou que, se tivesse ganho um bilhão de reais na Mega, compraria o Banco Master. Respondi que ele precisaria ganhar pelo menos 400 Megas da Virada só para pagar os credores que investiram em renda fixa do banco.

https://www.senar-rs.com.br/

Banqueiro Daniel Vorcaro, o homem mais influente do Brasil.  

E seu Lula?

Claro que o presidente sabe o que está acontecendo, ou por que vocês acham que existe a Abin, a agência de informações do governo, que produz relatórios diários para o chefe. E Lula tem que saber porque foi ele que nomeou Galípolo para o BC.

Então, por que não reage, ou pelo menos diz “presente” para o Brasil? Quem cala consente, como diz o ditado.   Para piorar, um monstro do Tribunal de Contas da União (TCU) também quer a volta do Master – contra a vontade dos seus colegas. Tá tudo dominado. 

Desastre internacional

Se a intervenção do Master for mesmo anulada, o Brasil perderá a confiança no mercado financeiro internacional, começando pelo FMI e Banco Mundial, aquele que empresta dinheiro a juros de pai para filho ou a fundo perdido para prefeituras e governos estaduais. Essa torneira se fechará.

A nova guerra

Para além da discussão da hegemonia das nações, a captura do casal Maduro mostra uma nova faceta da guerra moderna. Sincronizar uma logística de ação com centenas de aviões, helicópteros em um país estranho com um mínimo de efeitos colaterais é no mínimo um assombro. 

Os alvos não serão mais bombardeados, serão neutralizados com alta tecnologia. Claro que não disponível para países secundários.

De volta 

No dia 1º, a cidade e seus equipamentos urbanos estavam às moscas. Não havia uma mísera cafeteria aberta. Se um turista desavisado viesse para cá, morreria de tédio. Aliás, até o ônibus que fazia city tour desapareceu. 

Como sempre, para comer, a salvação foi o eterno Barranco. Longa vida para ele.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

Deixe sua opinião

Publicidade

Publicidade