Banco não deve se resumir a captar e emprestar dinheiro, deve ter largos braços com a comunidade através do social e cultural. Foi este o motivo da entrevista coletiva presidida pelo presidente do Banrisul, Fernando Lemos.

A instituição vai investir R$ 10 milhões em bibliotecas e terá um instituto cultural. E é tão importante que o governador Eduardo Leite se fez presente.
Poeminha da cidade
A prefeitura mandou abrir
A Justiça mandou fechar
O povo que estava a sorrir
Logo, logo se pôs a chorar
É muito cruel o destino da multidão
No meio da refrega sempre apanhar
Assiste perplexo e triste a confusão
O grande faroeste de cegos a tirotear
Não bastasse a dolorosa pandemia
Do horizonte surgiu grande borrasca
Se alguém discordar da dura maioria
Já surge o fundamentalismo guasca

De volta aos antigamentes
São tantos os perigos cibernéticos e tanta é a vulnerabilidade de informações pretensamente protegidas por senhas, mais frágeis que cadeado de armário, que não é de duvidar de um novo conceito, o retorno à era analógica em instituições financeiras. Como foi até o início da internet.
Teriam montanhas de clientes temerosos. Lembro que o último banco a aderir à visualização da conta corrente por tela em Porto Alegre foi o Banco América do Sul, que nem existe mais, pelo menos aqui. Apesar do nome, era japonês.

O primeiro a aderir à visualização apenas do saldo do dia foi o União de Bancos, depois Unibanco. Uma ficha impressa era mostrada ao correntista; se precisasse do extrato tinha que pedir um, mês, semana ou dia. Isso foi em em 1971, lembro bem porque sai da Zero Hora pela primeira vez – voltei no ano seguinte e depois novamente em 1982.
O vazamento nosso de cada dia
Já é chover no molhado falar sobre os vazamentos de senhas, endereços e nomes de titulares de conta corrente. Pode ser que quem fez a maldade a fez apenas para mostrar poder, pode que selecionem alguns peixes bem gordos para surripiar alguma coisa.
O Banco de Senhas
Não sei se ainda existem, mas a partir da massificação de senhas e tudo por computador, os Estados Unidos disponibilizavam bancos de senhas. Na época, se dizia que uma pessoa comum precisava memorizar pelo menos 23 senhas, o que deve valer até hoje para o brasileiro.

Funcionava assim: você pagava uma taxa, o banco guardava todas as suas senhas em computadores ultra seguros bem como de forma física, como segurança. Para acessá-la era preciso uma senha, lógico, geralmente com letras, números e sinais ortográficos – era preciso decorá-la ou escrevê-la em um pedaço de papel nalgum fundo de gaveta. Problema: e se você não lembrar onde a guardou?