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Um outro olhar

Banco não deve se resumir a captar e emprestar dinheiro, deve ter largos braços com a comunidade através do social e cultural. Foi este o motivo da entrevista coletiva presidida pelo presidente do Banrisul, Fernando Lemos.

A instituição vai investir R$ 10 milhões em bibliotecas e terá um instituto  cultural. E é tão importante que o governador Eduardo Leite se fez presente.

Poeminha da cidade

A prefeitura mandou abrir
A Justiça mandou fechar
O povo que estava a sorrir
Logo, logo se pôs a chorar

É muito cruel o destino da multidão
No meio da refrega sempre apanhar
Assiste perplexo e triste a confusão
O grande faroeste de cegos a tirotear

Não bastasse a dolorosa pandemia
Do horizonte surgiu grande borrasca
Se alguém discordar da dura maioria
Já surge o fundamentalismo guasca

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/conta-digital.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta-digital&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

De volta aos antigamentes

São tantos os perigos cibernéticos e tanta é a vulnerabilidade de informações pretensamente protegidas por senhas, mais frágeis que cadeado de armário, que não é de duvidar de um novo conceito, o retorno à era analógica em instituições financeiras. Como foi até o início da internet.

Teriam montanhas de clientes temerosos. Lembro que o último banco a aderir à visualização da conta corrente por tela em Porto Alegre foi o Banco América do Sul, que nem existe mais, pelo menos aqui. Apesar do nome, era japonês.

www.brde.com.br

O primeiro a aderir à visualização apenas do saldo do dia foi o União de Bancos, depois Unibanco. Uma ficha impressa era mostrada ao correntista; se precisasse do extrato tinha que pedir um, mês, semana ou dia.  Isso foi em em 1971, lembro bem porque sai da Zero Hora pela primeira vez – voltei no ano seguinte e depois novamente em 1982.

O vazamento nosso de cada dia

Já é chover no molhado falar sobre os vazamentos de senhas, endereços e nomes de titulares de conta corrente. Pode ser que quem fez a maldade a fez apenas para mostrar poder, pode que selecionem alguns peixes bem gordos para surripiar alguma coisa.

O Banco de Senhas

Não sei se ainda existem, mas a partir da massificação de senhas e tudo por computador, os Estados Unidos disponibilizavam bancos de senhas. Na época, se dizia que uma pessoa comum precisava memorizar pelo menos 23 senhas, o que deve valer até hoje para o brasileiro.

https://cnabrasil.org.br/senar

Funcionava assim: você pagava uma taxa, o banco guardava todas as suas senhas em computadores ultra seguros bem como de forma física, como segurança. Para acessá-la era preciso uma senha, lógico, geralmente com letras, números e sinais ortográficos – era preciso decorá-la ou  escrevê-la em um pedaço de papel nalgum fundo de gaveta. Problema: e se você não lembrar onde a guardou?

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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