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Um outono esquisito

OK, o calor que tomou conta do RS nos últimos dias pode ser o famoso veranico de maio. Mas há um detalhe que o difere de anos anteriores: não fez frio antes dele.

Isso, mais a ventania de ontem, e um outono com mais cara de verão que uma estação de transição para o inverno mostra que este é um ano atípico.

Além disso, ontem à tarde, a pressão barométrica estava em 1002 Mb e caindo rapidamente. Abaixo de 1000 é bronca.  

A cidade das sinaleiras

Leitor que mora no bairro Nonoai, a uma distância de não mais de seis quilômetros, contou 15 sinaleiras no trajeto. Essa é uma queixa comum na cidade.

E deve-se principalmente às demandas populares por mais semáforos, quando boa parte dos pedestres atravessa a rua fora das faixas de segurança. É uma mania bem porto-alegrense, mania que não adianta campanha educativa. Todos estão carecas de saber que não pode.

Há esquinas em que a desobediência civil do pedestre é quase caso de polícia, como o cruzamento da Borges de Medeiros com Andrade Neves, ou rua dos Andradas com Caldas Júnior. Pior que ele se acha com razão.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Em resumo, a irresponsabilidade campeia, como na frente do Hospital Materno Infantil da avenida Independência. Mães com bebês no colo atravessam as duas pistas fora da faixa de segurança mesmo com trânsito carregado.

Prodes

O Diretor Jurídico da Farsul, Nestor Hein, faz importante orientação aos produtores em relação ao Prodes. Assista: clicando aqui.

O futuro energético

O crescimento exponencial da demanda por eletricidade no mundo e o conflito no Oriente Médio transformaram o abastecimento de energia em uma questão de emergência nacional. Com o aumento no consumo de ar condicionado, a explosão nas vendas de carros elétricos, além da expansão cada vez maior dos data centers, todos os países estão à procura de fontes de energia permanentes e confiáveis para enfrentar essa demanda e afastar o risco de apagões.

A questão ficou ainda mais urgente com a guerra entre Estados Unidos e Irã e o estrangulamento de boa parte do transporte mundial de combustíveis e fertilizantes. Diante disso, as riquezas minerais tornaram-se um patrimônio estratégico, e as fontes térmicas – como carvão, gás e petróleo –, um recurso indispensável. Alguns países, como a Rússia e a China, já interromperam a exportação de fertilizantes para garantir o abastecimento interno.

Alemanha e Itália, por sua vez, declararam que garantirão sua segurança energética mediante o uso do carvão mineral.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

No caso do Brasil – que possui recursos minerais abundantes, mas ainda ignorados ou subaproveitados – o aumento da demanda vai exigir um olhar mais amplo e pragmático para uma transição energética segura e eficiente. E o Rio Grande terá um papel fundamental nesse processo.

O estado tem 89% das reservas nacionais de carvão mineral, que representam 54% da energia do país. Além de garantir o fornecimento de energia firme, o carvão gaúcho pode virar fertilizante de alta qualidade.

Resumo da ópera do carvão

As cinzas do carvão, que sempre foram o vilão, podem virar mocinhos. E quem está na frente nas pesquisas e aproveitamento das cinzas? Bidu, China.

E o Brasil paga caro e ainda pagará mais caro por desprezar as pesquisas e investimento na formação de cérebros. Quem nos salva, mas é pouco, são os cursos profissionalizantes das entidades empresariais, Sesi (indústria), Senac (Comércio) e  Senar (agro).

É incrível como fazemos força para dar errado. O governo está na proa deste fracasso. Não só o atual, todos eles.

A propósito

O Senac-RS está promovendo a Campanha de Aniversário 2026, que oferece 30% de desconto em cursos presenciais da instituição. A iniciativa é válida exclusivamente para novas matrículas, realizadas em até 90 dias após a data de aniversário do estudante.

Enquanto isso

(Por Felipe Vieira)

A entrevista do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes e da BandNews TV, recolocou no centro do debate uma pergunta que muitos empresários, prestadores de serviço e contribuintes ainda fazem em silêncio: a reforma tributária vai mesmo simplificar a vida de quem produz, trabalha e paga impostos no Brasil?

Para Everardo, a resposta é não.

https://www.senar-rs.com.br/

Ao longo da conversa, ele sustentou que a reforma foi vendida como um projeto de simplificação, mas começa a revelar um caminho mais complexo, incerto e caro para parte relevante da economia. O ponto de partida do diagnóstico foi direto: basta comparar uma nota fiscal emitida hoje com uma nota anterior para perceber, segundo ele, que a promessa de simplicidade não se confirmou.

Que país estranho este nosso.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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