1º ato
O governador gaúcho Eduardo Leite renuncia ao cargo dizendo-soldado do PSDB, ninho que tem mais traíras que aves. Tudo indica que ele recebeu do colega João Doria uma mensagem psicografada “vai que é tua, Eduardo!”, presumivelmente informando que vai dar se banda como candidato à Presidente do Brasil, salve, salve. Aliviado do peso dos pepinos gaúchos, Leite bate as asas e voa rumo à pauliceia desvairada.
2º ato
Durante o voo do tucano, que ameaçou, mas não caiu no canto da sereia do PSD, de Gilberto Kassab, que pretendia lançá-lo como terceira via, soube-se que Doria não ia desistir da candidatura coisa nenhuma. Se era essa a esperança de Leite, ficou no pincel. Ontem, apareceram três cavaleiros para dizer que Doria vai, e que larga do governo de São Paulo, de onde trabalhava de casa sua campanha, para voltar ao trabalho presencial. Parecia um bochincho no CTG da Prestação no interior do Alegrete. Levantou uma polvadeira danada. A essa altura, vaca já não reconhecia o bezerro.
3º ato
Codeloco, como dizia a magrinhagem hippie dos anos 1970. Enquanto os jornalistas políticos queriam entender o que se passava, surge a informação de que Sergio Moro, o terceira via com viés de quarta, vai mudar o Brasil no partido Muda Brasil. Mas não como candidato a presidente. Pousa dois poleiros abaixo, na Câmara dos Deputados. Deu para entender, porque Moro estava mais atolado nos 8% das pesquisas que caminhão com pneus carecas em estrada de barro, em dia de temporal.


