O presidente Michel Temer afirmou que não há uma “pessoa imaginária que salvará o País, tem que ter projeto” de governo para conduzir o Brasil, em referência às eleições presidenciais. Concordamos nisso, presidente, mas é precisamente esse o nosso problema. Nós não votamos para presidente, votamos em um Salvador da Pátria, como se fosse um ser divino capaz de eliminar tudo que tem de ruim e implantar tudo que tem de bom em quatro anos. Ou em menos, de preferência. Um ano estaria bom.
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País dos faraós
Somos um povo que gosta de ser tutelado. Mesmo depois da cruel ditadura do Estado Novo, Getúlio Vargas passou a ser visto como “o pai dos pobres”, uma obra de propaganda exaustivamente martelada durante anos. Há povos assim, mas que, de certa maneira, vivem bem com isso. O Egito é um deles, vem desde o tempo dos faraós esse gosto pela tutela.
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Lei boa
Realisticamente falando, o povo brasileiro quer que alguém tome decisões por ele de forma total, que até no dia a dia lhe diga o que deve fazer. As coisas mudam, no entanto. Em boa parte agora se dá o inverso. Se esse ser divino não resolver todas as demandas, fora com ele. Estão falando que, após as eleições, a reforma política deve contemplar o recall. A Venezuela tem esse mecanismo e nem por isso Nicolás Maduro foi afastado. Como disse o fundador da Embraer, Ozires Silva, lei boa é lei velha.
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