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Sonhos de consumo e pesadelo

Nos anos 1960, cunhou-se o termo “sociedade de consumo” para definir o estágio do capitalismo mundial.  O capitalismo brasileiro estava longe de atingir esse estágio, mas já se condenava de antemão.

Não à toa que se diz que a década se 1970 foi a época de ouro, principalmente nos Estados Unidos. A II Guerra Mundial havia terminado, a indústria estava com capacidade ociosa depois de pisar fundo para suprir armas, aviões, navios, munição, enfim, todo o espectro que cerca uma guerra.

A era dos autinhos

O Brasil foi um dos dois países que saiu com mais reservas cambiais que antes do conflito. O outro foi a Argentina.

O presidente em 1947, Eurico Gaspar Dutra, torrou nossas reservas em bobagens, entre elas artigos feitos de celuloide, um derivado de celulose. Eu usei suspensórios, cinto e chinelos de celulose, que era parecido com plástico flexível. 

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Em 1952, nossas reservas cambiais haviam virado pó, e o presidente Getúlio Vargas teve que proibir a importação de automóveis com valor acima de 2.500 dólares, pouco pra os carroes do pós-guerra. Então importamos autinhos pequenos europeus.

O domínio do nacionalismo

Pule os anos 1960. Começamos 1970 com PIB acima de 10% (dados do Banco Central). Mas não tínhamos infraestrutura para sustentar esse crescimento mais que alguns anos.

Foi o que aconteceu. Veio o pior dos impostos, a inflação.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

Sucessivos planos econômicos calcados em fantasia deram errado. Só podia. Então veio o Plano Real em 1993 e finalmente domou-se a inflação. 

A galinha voadora 

De lá para cá, a economia brasileira nunca mais cresceu como nos anos 1960. Até hoje nos movemos por soluções e exportação de soja em grão e minério de ferro. 

Sim, o agro melhorou como um todo, temos algumas ilhas de excelência, mas a economia pratica o chamado voo da galinha, que mal e mal percorre alguns metros a baixa altura para encostar no solo de novo.

Consumo de miragens 

Então cá estamos nós na sociedade de consumo versão 2026. O “produto” que mais se consome e ou são as bets e as loterias da caixa.

https://www.senar-rs.com.br/

As bets resultaram em inadimplência tecorde, cuja maior culpada é essa modalidade de jogo. Quer dizer que a sociedade de consumo de hoje compra miragens. Esse é o capitalismo brasileiro.

A galinha perna de pau

Há 70 anos, tínhamos um futebol que era a alegria do povo; hoje, nossa seleção perde para um país que fica debaixo de neve em boa parte do ano. E até o Japão, que nem terra suficiente tem para abrigar seu povo, joga melhor que nós com 8 mil quilômetros de costa. 

Propostas Indústria RS

Três pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul foram recebidos, nesta terça-feira (7), em reunião de diretoria do Sistema FIERGS, quando foi entregue o documento Propostas Indústria RS, com 118 proposições da indústria gaúcha para o desenvolvimento gaúcho nas esferas estadual e federal. Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) abordaram seus planos de governo e responderam a perguntas.

Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o documento não traz um conjunto de reivindicações, mas se configura como um conjunto de propostas.

Fotos: Dudu Leal

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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