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Sob o domínio do bolso furado

Se esta foi uma eleição do voto útil, antes disso houve a causa inicial para a derrota lulista no primeiro turno: o bolso furado. Cansei de publicar notas neste blog e na página 3 do Jornal do Comércio de Porto Alegre que o poder aquisitivo da população estava quase na altura da barriga da cobra.

Além disso, a gôndola do supermercado era a maior inimiga de Lula. De nada adiantava mostrar um IPCA benigno se a inflação dos alimentos escalava coqueiros a olhos vistos.

Inimigos meus

A cumplicidade ou compadrio de ministros do STF com Lula também pesaram forte. Para o povão, tudo era farinha do mesmo saco.

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Uma pessoa que ganha pouco pode não entender juridiquês nem economês. Entretanto, quando ouve falar em 130 milhões, sabe que alguma coisa está muito errada e que banco nenhum no mundo dá isso de graça. E sabe também que este dinheiro é como acertar na Mega da Virada. 

O segundo tempo

O maior erro que um vencedor de primeiro turno pode fazer é achar que o segundo está no papo. Lula não é e nunca foi bobo. E quem acha que os votos de Ronaldo Caiado, Professor Augusto Cury e Renan Santos irão todos para Flávio Bolsonaro está redondamente enganado. 

Tempo de boato

Um balconista de uma banca do Mercado Público de Porto Alegre fechou o meu pacote de compras e perguntou se era verdade que Flávio Bolsonaro iria cortar o Bolsa Família do pai dele. Estava visivelmente preocupado.

Respondi que, para mim, isso era boato, intriga. Pode não ser a gandaia de antes. Mas o eleito não seria louco de tirar o benefício. 

O fato é que o governo Lula concedeu tantos benefícios que orçamento nenhum pode aguentar essa despesa por muito tempo. Não neste volume.

Ai dos vencidos

Uma jornalista que faz assessoria para uma prefeitura do MDB encontrou-me e foi logo dizendo que ainda estava em estado de choque. Ela acreditava piamente que seu partido faria um senador e que o candidato do seu partido ao governo do Estado iria para o segundo turno. 

No início da campanha, também achei que Gabriel Souza estaria entre os três mais votados. Quando vieram as pesquisas, vi que havia um poderoso movimento de renovação em curso.

Histórias de campanha

No dia da eleição de 2018, às 5h o celular do candidato a deputado tenente coronel Luciano Zucco tocou. Era Jair Bolsonaro: “O que tu tá fazendo na cama, picafumo? Pega uma bandeira e anda pela cidade pro pessoal votar em ti”, falou o futuro presidente.

Oito anos depois, Zucco foi eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno.

Dia da Criança

Pesquisa da Fecomércio-RS RS sobre intenção de compras no Dia da Criança  mostra que 45,9% dos entrevistados deverão gastar o mesmo que no ano passado, 32,6% afirmaram que irão gastar mais ou muito mais. Por outro lado, 21,4% pretendem gastar menos ou muito menos.

O gasto pessoal médio deverá ser de R$ 326,06, sendo R$ 371,15 entre os homens e R$ 304,53 entre as mulheres. O gasto médio por faixa de renda deverá ser de R$ 235,13 para indivíduos da Faixa 1, R$ 252,50 para a Faixa 2, R$ 305,73 para a Faixa 3 e R$ 557,27 para a Faixa 4. 

Segurança no trabalho

 A 7ª edição do Seminário Segurança e Saúde no Trabalho (SST) vai debater as mudanças no setor, os avanços tecnológicos e a evolução das exigências regulatórias da área. Promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), por meio do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), o evento é gratuito e será realizado no dia 8 de outubro, às 8h30, no Salão de Convenções da entidade, em Porto Alegre.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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