Só que…
Guerras não são programáveis. Nas regiões onde são esperadas podem não acontecer enquanto em outras o ódio se materializa em forma de fuzis, foguetes, drones, minas terrestres, aviões militares e outros brinquedos de morte despejados pela mais lucrativa atividade econômica de todos os tempos, a fabricação de armas para uso em terra, mar e ar. Quem as alimenta? Conflitos étnicos, territoriais e sobretudo religiosos.
Bucha de canhão
É o que chamamos de soldado raso. Os drones são pilotados à distância, o soldadinho encara a morte na forma de outro ser humano.
Há um outro fator. Na vida civil, os assassinos em série têm uma série de contingências a freá-los. Na guerra, eles são estimulados e até condecorados. E, não raro, viram heróis. Guerras são o sonho de consumo deles. O ser humano não falha.
A indústria do engano
Em uma delas os novos casos de Covid na África do Sul causados pela cepa ômicron registraram queda de quase 30%. Nenhum especialista de nenhum lugar do mundo previu isso. Ao contrário, as previsões eram de mortandade crescente.
O ano como ele será
Sempre acho graça quando leio nos jornais “está será uma semana decisiva” para esta ou aquela atividade econômica ou política. Mas nunca li na virada do ano “este será um ano decisivo”. Curioso esse esquecimento, porque neste ano o cacoete faria sentido, por causa das eleições.
BR-022
Assim que o novo presidente assumir, o caminhão de esperanças entra na rodovia da história e outro caminhão de ressentimentos virá em sentido contrário. E a pista é simples.
Se segura, malandro
Em tese, o Judiciário julga o passado, o Legislativo o futuro e o Executivo arruma o presente. Mas não no Brasil. O Judiciário legisla, o Legislativo, incapaz de resolver internamente seus problemas, pede penico para o Judiciário. E o Executivo tropeça nas próprias pernas. Não bastasse esse samba louco dos três poderes, um grupo de deputados-alfa chamado Centrão chantageia o Executivo e é vice-presidente do Brasil. O presidente é o Supremo.

