Se a androginia está na moda e no universo GLTB e mais algumas letras insiste que o homem e a mulher comportam vários sexos ou nuances, a verdade é que, nos anos 1950, um engenheiro chamado Flávio de Carvalho lançou com estardalhaço a moda de saia para homens. Vestido com uma, desfilou pelas ruas de São Paulo.

Ganhou capa de revistas e jornais, embora ela tenha chocado a tradicional família brasileira. A moda não pegou, mas fica o registro que foi esse engenheiro o primeirão.
Mesmo não sendo gay, o engenheiro acreditava que o maior flagelo do brasileiro era o calor. Então criou uma saia de náilon e uma camisa bufante.
As meias eram do modelo arrastão e ele calçava sandálias de couro. Carvalho imaginava para o futuro o que chamou de A Cidade do Homem Nu. Uma metrópole futurista onde não havia lugar para Deus, propriedade privada e casamento.