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Recorrências de ano novo

A rigor, 2026 começou no dia seguinte à derrota da seleção brasileira. Até agora, tanto na área eleitoral quanto em grandes contencioso nacionais, só tivemos escaramuças, especialmente na política.

Existem algumas arapucas que o próprio presidente-candidato armou para ele mesmo. Com a enorme gastança típica de ano eleitoral de um partido populista, o desequilíbrio fiscal gerado por essas bondades, que são como cuspir para cima.

O preço a pagar é a inflação. Agora, é a tal coisa. Quando um presidente é blindado pela mídia, o desastre parece adiado. Mas 81% de dívida sobre o PIB é uma má notícia dessas de perder o sono.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term

Mas isso são assuntos que não interessam ao grande público enquanto a consequência não chega. E ela chegará pela inflação mais adiante.

Os dois principais citados para o povaréu estão se distanciando entre si. Lula estaqueou nos 45/47% e Flávio Bolsononaro está na casa dos 42%.  Dificilmente isso muda, salvo entrada em cena de Ronaldo Caiado ou Romeu Zema. 

Ambos são bolsonaristas, grosso modo, e estamos de novo entre dois “ismos”, Lulismo e Bolsonarismo. Teríamos que nos livrar dos dois para começar uma nova jornada. Mas, por enquanto, é isso que temos. 

O caminhão das melancias

As próximas pesquisas mostrarão se o caminhão das melancias vai frear ou acelerar bruscamente mexendo com a carga solta na carroceria. Lula tem uma vantagem numérica.

Mas a questão das tarifas impostas pelos americanos é, paradoxalmente, um fator que o beneficia. Ele dirá que a culpa é dos americanos, e o povo acreditará.

Uma coisa vos garanto. O alto empresariado não tem grandes queixas de Lula.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

Mesmo com uma taxa pífia de crescimento. São coisas nossas.

O que nos leva de volta ao que realmente nos falta: um estadista. Precisamos de um Haaland, com 1m95cm e domínio de bola. Na nossa horta, não cresce esse tipo de planta. 

As vantagens da derrota

Como nossa seleção foi pro brejo, Carlo Ancelotti leva uma grande vantagem, a de começar do zero. Na atual, ele pegou o bonde andando.

Países são assim. O dirigente eleito sempre pega o bonde andando, com todos seus vícios e interesses incruados. Não dá para resetar um país.

O país dos modestos

A exagerada paixão pelos modernismos chegou na cozinha. Os cardápios virtuais são uma prova de como algo que pode ser útil, no início, acaba naufragando pela falta de conhecimento do que se passa na cabeça do consumidor. 

Acho muito bom ver a fotografia em alta definição do prato que pretendo pedir. Mas gostaria que tivesse um garçom ao meu lado para me explicar o que o compõe, se é possível cortar o arroz e botar batatas ou algo do gênero. Mas não.

https://www.senar-rs.com.br/

Peça aquilo que o cardápio eletrônico oferece, digite sim porque é só esta opçao que tem. Sem falar que, para pedir o prato, vou ter que digitar vários números e opções. Enquanto que, com o cara da bandeja, só preciso dizer o nome do prato, menos o que não quero e mais o que quero, se bem ou mal passado por exemplo.

Cardápio digital de um restaurante a la carte é bom para a casa, não para o freguês. A não ser para os McDonalds da vida. Mas eles são fast-food. Crê ou morre.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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