Talvez uma das duas frases mais repetulidas seja “como passa rápido”. A segunda tem a ver com a loucura dos tempos atuais. “mas onde vamos parar?” No caso da foto, fui clicado pelo colega Ayres Cerutti quando engraxava sapatos na Praça da Alfândega com seu Paulo, em 2010.

Infelizmente o Paulo já morreu e morreu mal, um incêndio pôs fim ao seu chalé enquanto ele dormia. Depois veio a pandemia e a febre dos sapatênis que erroneamente dispensam graxa.
Então hoje os engraxates praticamente sumiram, uma tradição de, sei lá, 200 anos. Só restou a praça, abraçada pela solidão.