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Os chorões

Desconfio que o gaúcho é chorão demais. Nunca fomos assim, de se abater. Mesmo que por um desastre natural com consequências ruins.

No entanto, tenho observado que até individualmente isso está acontecendo. Eu mesmo me peguei outro dia chorando as pitangas. Tudo vai mal no Brasil e no estado.

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Certo, o Rio Grande do Sul vive uma situação alarmante. Mas esse não é um desastre natural como enchentes e ciclones. É um desastre construído ao longo de décadas.

Pobre, mas limpinho

Mas deixemos das enchentes e temporais. O povo de Porto legre que eu conheci há 60 anos não era assim como hoje.

O Brasil não era assim – corrigindo, O POVO brasileiro não era assim. Quem não trabalhava tinha vergonha dessa situação e procurava um trabalho.

Hoje ele faz – estou falando de uma camada, não de todo o povo – pouco caso. Ou seja, quer bolsas disso e daquilo, e se sente orgulhoso dessa condição.

www.brde.com.br

Em compensação, também vejo gente que não tem dinheiro caprichando na roupa, penteado e maquiagem. Tem bom gosto ao natural, construído, contrapondo-se a outras que exageram a dose.

Nada de choro eterno

Um detalhe que deveríamos levar em conta. Queixamo-nos de eventos climáticos, esquecendo que não é exclusividade do Brasil tê-los.

No Hemisfério Norte, os caras passam três meses debaixo de neve e gelo todos os anos. Anualmente, estados do meio-oeste americano sofrem tornados devastadores.

Nem por isso jogam a toalha. O choro é livre, desde que não seja eterno.

Gente da rua

Em outubro de 2025, 358 mil brasileiros viviam em situação de vulnerabilidade social extrema. Muitos deles presos a ciclos que envolvem rupturas familiares, dependência química, perda de vínculos e barreiras de acesso ao mercado de trabalho. Os dados são do OBPopRua/UFMG.

https://www.senar-rs.com.br/

O porém de sempre

Não conheço os dados de Porto Alegre, mas pelo que vi e vejo uma parte deles está na rua por opção. E ontem aconteceu uma  comigo.

Eu estava no Centro ao meio-dia, quando um homem aparentemente sem doenças se aproximou pedindo dinheiro. Disse que pagaria um pastel da banca em frente. Ele fez cara de desagrado e recusou.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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