Quando a Sony lançou o primeiro radinho portátil do mundo, os vendedores da empresa não ficaram tão entusiasmados com a novidade. Rádios anteriores ao transístor eram grandes porque precisavam de válvulas, que comiam muita eletricidade, demoravam para esquentar.
Os gabinetes dos rádios eram grandes, e os consumidores associavam tamanho à qualidade. Então o que um nanico como o Spika poderia atrair compradores?
Isso caiu nos ouvidos do fundador da Sony, Akio Morita. Pacientemente a empresa tratou de convencer o corpo de vendas falando das vantagens dos rádios a pilha, sem “gastar luz”, portáteis, podiam ser ouvidos nos trens e ônibus e até mesmo no banheiro na hora de tomar banho.
A maioria se convenceu. Mas alguns recalcitrantes ainda botavam minhoca nas vantagens, afirmando que ele não cabia no bolso do paletó.
Morita ouviu esse derradeiro argumento de não-venda com uma engenhosa solução. Os paletós dos vendedores passaram a ter bolsos maiores, a tal ponto que cabia um Spika.
Cabeça não é só para ficar careca ou usar chapéu.
