Aquele bar do episódio de ontem, o do avião que passou na avenida Borges de Medeiros, era o Bar Farroupilha, Borges esquina Fernando Machado – hoje é uma loja de roupas. O nome vem do sanduíche de presunto e queijo no pão quentinho de 50g besuntado de manteiga de verdade.
A melhor coisa que a humanidade já inventou. Dele não se enjoa nunca. Especialmente com uma xícara de café puro ou com leite.
Reza a lenda que o nome não vem do sanduba, mas foi o bar que deu o nome ao lanche. Claro que, em outros países, deve ter ocorrido essa combustão espontânea, é 2 mais 2.
Como eu vivia abrindo caixas de Pandora do conhecimento, consegui confirmação dessa história com os anciãos da aldeia. Fato é que, nos bons anos, as madrugadas requerem combustível sólido para dar energia às células do corpo, que na maioria das vezes estavam tão encharcadas que impediam a combustão, se me faço entender.
Bom e barato, mas sempre tenhamos em mente que, naqueles tempos, como dizia Jesus, poucos estabelecimentos ficavam abertos de madrugada. Embora a maioria abrisse de manhã cedo.
Depois de uma noitada de pecados e bebidas, nada no mundo tinha gosto melhor que um farroupilha com uma taça de café. Nada. E era com esse gosto bom na boca que se tomava o rumo ou o caminho da cama. De solteiro ou de casal.
A vida era bela. Não tinha nem telemarketing, imagina.
