Um rumoro caso devidamente abafado para não sair na mídia aconteceu em 1970, meses após uma tentativa fracassada do sequestro do cônsul americano Curtis Cutter por um grupo terrorista de esquerda, o VAR Palmares. Deu errado porque tentaram abalroar seu enorme Plymouth com um raquítico Fusca. Resultou que empresários conhecidos trataram de adotar medidas de segurança. Na época, guarda-costas só quem tinha era gente do governo. Nem os carros-fortes tinha segurança ostensiva.
Um empresário peso-pesado muito conhecido acedeu aos apelos de um funcionário, que, nas horas vagas, tinha um arremedo de empresa de segurança, meia dúzia de compinchas com a sagacidade e inteligência de uma anta, armados com revólveres calibre 32. Ele morava próximo à avenida Carlos Gomes, não longe da casa do cônsul do Japão.
Certa noite fria de inverno, com neblina fechada, ninguém na rua, o empresário deu uma festa petit comitê. De repente, um fusquinha dobra a rua com luzes apagadas e estaciona quase em frente à mansão do cônsul. Aí tem, pensou um integrante do Exército Brancaleone Gaudério. A cerração só permitia ver que, no carro, havia o motorista e o carona. Segundos depois, só se vislumbrava o motorista, o carona desaparecera.
Foi aí que o audaz segurança empunhou o 32 e resolveu abortar o que ele achava ser um sequestro. Resoluto, bateu o revólver na janela do carona. Como se impulsionado por uma mola, a figura ergue-se e, no susto, o sujeito apertou o gatilho. A bala varou o vidro e atingiu o passageiro na clavícula sem muita gravidade.
Só que não era “o” carona e sim “a” carona. E adivinhem porque ela estava agachada e o que estava fazendo.
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