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O sentimento que assusta

Se me perguntassem qual o sentimento preponderante em uma pessoa com razoável atualização do que se passa no Brasil eu responderia “inquietação”. Durante quase 60 anos de jornalismo, vi e acompanhei crises de todos os tipos e durações. Entretanto, sempre havia uma luz no fim do túnel piscando “vai passar”.

Vale lembrar que crises institucionais sempre deixavam uma porta aberta para que políticos, juristas e governantes com boas intenções lutavam pela volta à normalidade. Hoje, o que se vê é um gritando “mata” e outro “esfola”. O pior é que nas próprias instituições democráticas reina a cizânia.

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Veja-se o caso do Supremo Tribunal Federal, dividido, com alguns ministros tratando simultâneamente da defesa da Constituição e dos negócios particulares e negócios não raro estranhos à especialidade. No Legislativo, bem, não será exagero dizer que os parlamentares cuidam mais dos interesses pessoais do que de interesse da Nação.

Ou seja, do que se chama genericamente de povo. O mesmo povo que se invoca como desculpa para encobrir más intenções ou desvirtuamentos outros.    

O que motiva um cidadão

Houve tempo neste país em que uma pessoa razoavelmente bem-sucedida na vida se olhava no espelho e perguntava “o que eu posso fazer para ajudar a sociedade”. Se a resposta própria fosse ser vereador, deputado, senador, ele escolhia um partido, conversava com suas lideranças e tomava o rumo da urna.

Uma vez no posto, podia ser ou não bem-sucedido para tentar reeleição. Mas havia boa fé em pelo menos dois terços deles.

www.brde.com.br

Hoje, mesmo não generalizando, o espelho responderia “para me reeleger” e, também sem generalizar, muitos espelhos escolheriam uma frase genérica “para me arrumar”, de olho em cargo público ou em muitos casos. Para se “arrumar” no sentido que o povo que eles tanto invocam entende.

É muito difícil viver no Brasil. É muito ruim para um sono tranquilo não estranhar a total e completa inversão de valores que se cristalizou no país. Nação em que uma maioria silenciosa é refém de uma minoria barulhenta e desatinada.

A primeira prioridade

Assim que senta pela primeira vez na cadeira 1, o governante eleito já pensa como é o que fazer para ser reeleito. Essa é a prioridade.

Qual a cor do seu carro?

A Webmotors acaba de revelar as cores de carro que mais interessaram os brasileiros em 2025. No mercado de usados, os veículos da cor branca foram os que mais receberam visitas, com 22,21% do total de acessos entre as 10 cores mais requisitadas. Na sequência, aparecem preta (28,01%), prata (18,18%), cinza (17,82%), azul (7,41%), vermelha (7,14%), verde (2,16%), marrom (1,09%), bege (0,91%) e amarela (0,89%).

https://www.senar-rs.com.br/

Do lado dos carros zero quilômetro, os modelos da cor preta foram os mais procurados, com 22,6% dos acessos. Logo após surgem cinza (23,32%), branca (20,83%), azul (9,40%), prata (9,11%), vermelha (5,57%), verde (2,18%), laranja (0,69%), amarela (0,50%) e bege (0,38%).

Riscos industriais

Os riscos à competitividade com o possível fim da jornada trabalho 6×1, projeto que está tramitando no Congresso, e os impactos relacionados à continuidade das tarifas americanas sobre produtos brasileiros foram alertas feitos pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

O documento, assinado pelo presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, afirma que “reduzir constitucionalmente a jornada para 36 horas semanais, concentradas em até quatro dias, pode gerar impactos relevantes sobre a economia e o setor produtivo, especialmente no contexto brasileiro de baixa produtividade e heterogeneidade setorial”.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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