Todos os anos conto a minha história de Natal favorita. Há algum tempo, saí do meu prédio, no dia 23 de dezembro, disposto a fazer o bem para alguém.
Abordei um mendigo que passava a noite no canto do prédio, não deixava sujeira, não incomodava, nem criava problemas. Hoje, eu disse, resolvi te dar um presente de bom tamanho. Podes escolher, roupas novas, dinheiro. Manda bala, índio veio.
A resposta veio rápida.
– Doutor, qualquer coisa, desde que não seja panetone.
