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O País nosso de cada dia

É o que a casa oferece. Vejam onde duas senhoras estacionaram suas bikes – da Prefeitura – em uma cafeteria da Capital. Não precisa olhar muito para concluir que tiraram quatro lugares de duas mesas em que cabem oito. O pior é que na parte externa do prédio há espera para estacionamento de bikes.

Os figos e eu

festa do figo 11Olha que doçura de figos. É uma das minhas taras frutíferas, in natura, em geleia, em conserva ou cristalizados. Sou tarado por eles. Na imagem, a Rainha e as Princesas da Festa do Figo de Nova Petrópolis, que terá lugar dias 2 e 3. Não sei se poderei ir, mas dou procuração para quem quiser me trazer estes frutos nas formas ou em pelo menos uma das formas descritas acima.

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Verdade verdadeira

Leio no Face esta postagem do colega jornalista Ricardo Azeredo:

“Existe uma regra básica em telejornalismo que parece ter sido feita para ser solenemente ignorada por repórteres e editores: imagens não devem ser descritas, pois seu valor está exatamente no que mostram – ou seja, as imagens falam por si. No entanto é de pasmar que repórteres novatos e veteranos – sim, os cascudos também! – insistam em descrever os takes literalmente, em vez de criar alguma forma de narrativa que complemente em vez de repetir em palavras o que a tela está exibindo. Preguiça? Falta de criatividade? Redações acomodadas com modelos batidos? Ensino deficiente de telejornalismo? Tem algo errado aí”.

O Ricardo acertou na mosca. Por que isso acontece não requer muitas investigações. Preguiça, a dificuldade em elaborar falas e sobretudo falas com informação e não cantilena de encher linguiça com baixo estoque de palavras levam a essa falha. Parecem bonequinhos de dar corda ou movidos a bateria que falam sem parar.

Sem dizer que, em reportagens feitas no Interior, como as de ontem com os temporais e chuva forte na Fronteira Oeste e Campanha, as emissoras só pautam os estragos nas cidades, casas destruídas, postes caídos, alagamentos etc. Prejuízos na agricultura da região nem pensar. Dá muito trabalho e despesa. Então adicionem também a falta de iniciativa nas causas.

Lojinha abandonada

O que está acontecendo com a previsão do tempo no site de Zero Hora? De ontem até a próxima segunda-feira a precipitação será de 1,1 mm, mesmo que a ilustração mostre sol a pleno. Na semana passada, aconteceu o mesmo, durante sete dias a chuva esperada era de 18,6mm. Todo mundo tirou férias? Quem fica cuidando da lojinha?

Placa de Petri

Aquele álcool gel que se usa não é um excelente criatório de germens depois que o álcool evapora? Passe o gel nas mãos e, mesmo muito tempo depois, ao lavá-las você se sente pegajoso. Dá ideia que seja uma placa de Petri, aquela em que se faz cultura de germens com fluidos coletados do corpo humano para ver a resistência aos antibióticos.

Escrito em 2013…

Começou a versão 2013 do maior programa-símbolo do brazilian way of life, o BBB. E também é uma espécie de recorde mundial em matéria de programa de televisão. É sempre mais do mesmo – sexo & fofocas e rock’n’roll com fortes doses de extremo narcisismo. Da forma como prende a atenção dos lares brasileiros, quem sabe, o nome mais apropriado fosse o de outro programa global, a Grande Família que não é família.

Reescrito em 2019

Mesma coisa. Não mudou quase nada afora o ano. Tenho a impressão de que o interesse dos telespectadores já foi bem maior, especialmente depois que Pedro Bial deixou de ancorar o programa.

Síndrome de selfie

O colega Flávio Dutra faz uma pergunta e ele mesmo a responde, com total propriedade: “Quem está interessado na sua opinião? Ninguém.” Em algumas sociedades ao redor do mundo, a cultura é estimular o coletivo e evitar ao máximo a individualidade. A nossa a estimula. É em tudo. O trânsito é um bom exemplo, especialmente no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Porto Alegre. É um conjunto desordenado de bárbaros.

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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