Candidata a deputada federal por São Paulo, a ex-ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, relacionou os terremotos registrados na Venezuela, em julho, e na Colômbia, na segunda-feira, 10, à “extrema-direita”. Quem sabe, ela busca o Cacique Coral para desmanchar esse feitiço.
Tudo tão estranho…
Há alguns anos, eu dizia que vivemos tempos estranhos neste país descoberto por Cabral. Cristalizei opinião que vivemos tempos não só estranhos, mas perigosos.
De um lado, o crime organizado, que já sufoca a economia formal e manda em vários estados. Só não é governo porque não quer. Combater à sombra é melhor.
De outro. Um governo incapaz de fazer a economia crescer de forma pelo menos razoável. Sempre há uma desculpa à mão.

A última está no plano de governo de sua excelência, caso seja reeleito, em que culpa a “herança maldita”. Ora, nos quase quatro últimos anos, quem governou o Brasil foi o que deixa essa herança.
A tortura do silêncio
Existe um método de execução, datado da Idade Média, que foi muito usado na Espanha até ser proibido, chamado garrote vil. Consistia em colocar uma haste de madeira em cuja ponta ficava um laço de arame ou outro material, que era lentamente apertado até a morte do condenado.
Embora nem de longe eu queira dizer que o Supremo utilize este método, o fato é que a liberdade de imprensa no Brasil é uma forma legal de praticar o garrote vil na liberdade na comunicação, e que a Carta assegura ao jornalista o direito de não revelar a fonte. Está lá no artigo IV.
Esquecido, mas lembrado
O Banco Central atualizou os dados e informou que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,12 bilhões em “recursos esquecidos” pelos clientes. Se foram esquecido pelos clientes foram lembrados pelo governo, que, em maio, retirou parte dele para o programa Desenrola. Enrolou direitinho.

De olho em 2028
A tradicional reunião café do Banrisul para apresentação dos resultados semestrais teve, este ano, uma novidade apresentada pelo presidente Fernando Lemos: a concepção artística do refit do prédio do Banco, que deverá ficar pronto em 2028. Não por acaso, porque o Banrisul completa 100 anos de fundação. A instituição surgiu com a falência do Banco Pelotense.
Os perigos da lábia
Quem tem boa conversa vai longe. Antigamente se dizia “lábia”, que vem de lábio.
Os jornais porto-alegrenses de hoje relatam o caso de uma idosa que perdeu 37 milhões de reais para vigaristas, o velho filme de atrair vítimas para aplicações financeiras que prometem mundos e fundos permitindo que a vítima resgatem pequenas quantias, mas nunca o bolão todo. Até que tomam Doril para sempre.
O de sempre. O.jornal não diz a idade da vítima, mas canso de ler “idosa de 60 anos”. Hoje ninguém é idoso nesta idade, tenham dó.

Dizia-se isso nos anos 1950 ou quando tínhamos 15 anos, e a expectativa de vida girava em torno de 60 anos. Sem falar na cabeça. Já na época cansei de ver muito “idoso” reclamando que ainda tinha muita lenha para queimar e ninguém empregava.
Hoje, quem chama alguém na faixa dos 60 e tantos anos de idoso é dente-de-leite. E jornalista burro..
Por falar em cabeça…
O aprendizado do ser humano é tão rápido que hoje, aos 12 anos, sabemos mais que alguém com 40 anos na primeira metade do século passado. Mas desconfio que a IA vai causar uma volta às cabeças do século 19. O futuro será dos Escravos da Bateria e da Tomada.