Desde os tempos do ensino médio, aprendi que existe uma lei da preguiça, a lei do menor esforço. Todo atalho que pintar será usado pela mente humana. Assim como também aprendi que a menor distância entre o ponto A e o ponto B é a reta mais curta.
Se do ponto físico isso é totalmente correto, a coisa certa a fazer, do ponto de vista intelectual, a distância mais curta entre um problema e sua solução requer toda atenção. E, como se dizia antigamente, queimar fosfato que é o carvão da mente humana, assim como uma locomotiva, exige combustível para tracionar vagões e chegar ao seu destino, que é resolver um problema.

Só que isso está mudando velozmente graças à Inteligência Artificial. Ela está pensando por nós, em uma escalada sem volta. Ora, isso é terrível.
O caminho para a preguiça perfeita
Se um músculo não é usado ele atrofia. Os braços de um motorista de caminhão de antigamente, o esquerdo era ligeiramente mais grosso que o esquerdo, o que faz o câmbio. Sem os benefícios da direção hidráulica, a demanda muscular do lado esquerdo era muito grande.
Nós desenvolvemos ferramentas eletrônicas cada vez mais eficientes para não fazer contas, digamos assim. Isso deixa o cérebro com capacidade ociosa, atrofiado. Ou seja, é o braço direito de um motorista cujo veículo tem câmbio automático
Pergunte ao seu filho se ele sabe a tabuada, quanto é 6 X 7 ou quanto é 20 ÷ 4. Faça a mesma pergunta para o caixa de um supermercado. Ele só dirá o resultado quanto usar a calculadora.
Quando tudo pifa
Os noticiários estão cheios de relatos de acidentes causados pelo mau uso da tecnologia ou falhas nesta mesma tecnologia. Quando a eletrônica pira, você não sabe o que fazer.
Se em uma conta de caixa já é ruim, imagina em um avião. Os pilotos, hoje, são fiscais de computador e estão perdendo a habilidade de pilotar.

Falo isso porque fui piloto de aeroclube nos anos 1960, quando a tecnologia era Ero, tudo era mecânico e navegação tinha que usar lápis, compasso, esquadro- lembram dele? – e bússola magnética. Nem rádio tinha. Falhas eram humanas, hoje são humanas E tecnológicas.
A barriga da cobra
Com toda estrada que eu tenho, 56 anos de jornalismo, passando basicamente pelo mesmo Brasil imperfeito ao longo dessa BR cheia de buracos, sinto-me inquieto com relação ao nosso futuro, especificamente em 2026, ano de eleições. Justo agora, em que nunca a reputação dos políticos esteve tão mal. Tão por baixo.
Mal de reputação
O Congresso Nacional resolveu ampliar o número de deputados em 18, para 531, aproveitando uma instrução do Supremo Tribunal Federal (STF) para redistribuir os 513 parlamentares entre os estados de acordo com dados demográficos atualizados. Lula vetou a ampliação, e a Câmara já retaliou o governo do presidente, mas a maioria dos brasileiros (53%) não ficou sabendo de nada disso. Saiu na Revista Crusoé.
Tábua de salvação
Com foco em reduzir os impactos que as empresas gaúchas já enfrentam com a sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos, prevista para valer na virada do mês, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) terá R$ 100 milhões para socorrer exportadores de diferentes setores. Os juros serão equalizados com recursos do Fundo Impulsiona Sul, instituído pelo próprio banco.