O nome dele era Thor, 10 anos. Nascido de aristocrática família Dobermann, era meigo com a família e amigos, mas osso duro de roer quando sentia uma ameaça no ar, mesmo que latente.Meu amigo viveu cercado de carinho e afeição e morreu dormindo. Foi enterrado junto à mais antiga árvore do terreno, onde estão outros companheiros dele, que se foram ao longo do tempo. Há gatos também, e, agora, dei-me conta de que Thor e os bichanos sempre se deram bem.
Nem sempre eu podia visitá-lo, afinal ele morava longe.
Mesmo depois de muito tempo, quando me via, erguia a pata em sinal de respeito, deitava a cabeça nos meus joelhos e pedia cócegas no pescoço e nas laterais da cabeça. Quando eu parava, ele pegava minha mão com aquela bocarra como recado “ainda não patrão, ficamos muito tempo sem nos ver e estou com saudades”.
Eu também, amigão, eu também. Para sempre.
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