Até meados dos anos 1990, os namoros clássicos obedeciam a uma espécie de regulamento não escrito. O começo se dava com olhares para posterior abordagem física e, depois, para os finalmentes.
Na cidade grande, esta última etapa podia ser a penúltima, se me faço entender. No interior, era mais complicado devido à ditadura das mães. Filha tinha que casar virgem, Deus m’o livre casar atrás da sacristia.
O ritual do namoro na cidade é que mudou muito. Sair de noite para jantar ou ir a um bar-chope se dava nas quartas-feiras e nos sábados.
Os bailes eram uma instituição forte. Entretanto, com o passar do tempo, os clubes sociais passaram a enfrentar dificuldades financeiras por perda de sócios. A maioria quebrou.
Para mim, o fim dos clubes foi a mais notável ruptura sociocultural do finalzinho do século XX. E aconteceu de forma silenciosa, como uma doença, que vai se instalado sem que a vítima se dê conta.
Se você não fosse sócio de um clube significava ser um pária. Até namorar era complicado, sobretudo no interior.
Além dos vales os clubes costumavam programar reuniões-dançantes, outra instituição que morreu com os clubes. E com eles, o dançar de rosto colado. Começava a era das boates.