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O exemplo alemão

Existem dois tipos básicos de restaurantes, os cujos atendentes estão atentos ao menor aceno dos clientes, e aqueles em que é preciso caçar garçom ou atendente, porque estão perpetuamente de cabeça baixa. Não existe nada mais irritante que essa caça.

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Imaginem quanto faturamento eles perdem com essa elementar condição. Lamento, mas isso é comum em Porto Alegre.

Agora vejam o exemplo alemão. Nos anos 1980, percorri nove cidades da Alemanha a convite do governo. Chamava minha atenção como os garçons eram atenciosos e atentos.

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Na cidade de Colônia, jantei com colegas jornalistas em um restaurante de respeito. A comida era excelente, incluindo uma sobremesa com moranguinhos com creme. À certa altura, quis pedir mais vinho. Então, quis fazer um gesto para o garçom que estava às minhas costas.

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Para minha surpresa, quando pensei em me virar, um deles já estava ao meu lado. Parece que adivinhou.

Não foi adivinhação. Eles são preparados para ler a linguagem corporal dos clientes. Isso se repetiu em várias outras cidades e restaurantes. Competência não se compra em farmácia.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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