Search

O dinossauros e as guerras

Interessante como uma guerra ressuscita armas que os próprios governos julgavam obsoletas. É o caso do jato bimotor A10 Thunderbolt, que repousava em semi-aposentadoria nos hangares da Força Aérea dos Estados Unidos desde a guerra contra o Iraque – nasceu em 1972. Até que o chamaram para a guerra contra o Irã.

Famoso nos anos 1980, foi concebido como uma arma antitanque, em parte graças ao seu canhão rotativo central de 30 mm. É capaz de disparar 3.900 projéteis por minuto e tem blindagem pesada até para encarar canhões e metralhadoras.

Nem era tão veloz em comparação com caças como os F 15 Eagle e F 16 E, que podem voar a mais de duas vezes a velocidade do som, em torno de 2.600 km/h contra os 900 do A10, um tanque voador.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Com a cola descarada da Inteligência Artificial na imprensa, em que jornalistas apenas escrevem poucas linhas para deixar a IA completar o número de toques que os editores pedem, talvez, em algum momento do futuro, publicações precisem tirar como os americanos tiraram o A10 dinossauros da imprensa como eu para fazer o que não deveria ser abandonado, a arte de escrever e escrever bem sem IA. É outra guerra, a guerra da comunicação artificial.

O que mais dá

Que chuchu em cerca é brechó em Porto Alegre. De certa forma, é um sintoma de falta de dinheiro da população.

Foto: Fernando Albrecht

Uns precisam vender para ganhar uns trocados, e outros compram para economizar uns trocados. Na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, há três deles em menos de uma quadra.

Liberdade ameaçada

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou seu relatório anual de Violações à
Liberdade de Expressão, que identifica, registra e mapeia ataques contra jornalistas e comunicadores no Brasil.
Segundo o levantamento, em 2025, o Brasil teve cerca de 900 mil ataques virtuais a profissionais de imprensa,
o equivalente a 2,5 mil agressões por dia.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

Os números, obtidos pela empresa especializada em análise de dados Bites, representam um aumento de 35% nos ataques virtuais à imprensa em comparação ao ano anterior. Essa alta quebrou uma tendência de queda no número de agressões virtuais.

Mineirin bão

Do pré-candidato à presidente da República Romeu Zema (Novo) em palestra para a CIC Caxias do Sul: “Eu sempre fui empresário, saí da empresa em outubro de 2016. Nos 30 anos anteriores, conduzi um processo de expansão da empresa que saiu de quatro para 470 lojas”, revelou. Zema governou Minas Gerais com sucesso. E o fato de não ser político de carreira é uma vantagem.

https://www.senar-rs.com.br/

Outra passagem da sua fala: “No governo anterior, o estado atraiu 26 bilhões de investimentos. Durante os meus sete anos de governo, nós levamos para Minas Gerais R$ 540 bilhões de investimentos”, disse. Ele atribuiu o desempenho à aproximação com o setor produtivo.

A noz pecã e o colesterol

Noz pecã é uma noz diferenciada. Há quem prefira a chilena. Mas, do ponto de vista de saúde, prefiro a nossa, cuja safra neste ano deve se aproximar de oito toneladas.

Foto: IBPecan Divulgação

Explico minha preferência: há cerca de 10 anos, ouvi um apaixonado por esta fruta me garantir que o consumo de 28 gramas diárias (entre três e cinco dependendo do tamanho) reduz o colesterol ruim e aumenta o bom. Passado todo esse tempo, meu colesterol ruim é baixo (150) e o bom é alto (100). Não é crendice popular e explico a seguir.

Há meses, fui em um médico e, entre outros assuntos, falei dos benefícios da noz pecã. Ele me ouviu com cara de incrédulo; Abriu o laptop e pouco depois fez cara de espanto.

 – Mas não é que você tem razão?

A página que abriu era de entidade médica ligada à Cardiologia dos Estados Unidos.

Em 1972 eu ouvi um empresário porto-alegrense chamado Geraldo Tollens Linck falar com entusiasmo desta fruta. Havia plantado uma pequena floresta em Cachoeira do Sul.

Discorreu sobre como plantar, cuidados etc, e disse que depois que a nogueira deixa de dar frutos a madeira é ótima. Madeira de lei, para resumir.

A Indústria e o Legislativo

O Sistema FIERGS lança, na próxima segunda-feira (13), a Agenda Legislativa de 2026, ampliando o monitoramento das propostas em tramitação no parlamento gaúcho, que chega a 98 projetos. O documento reúne pareceres técnicos com posicionamentos convergentes ou divergentes, sempre com foco na defesa dos interesses da indústria e do setor produtivo.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

Deixe sua opinião

Publicidade

Publicidade