Sobre confundir alhos com bugalhos, aqui vai um causo envolvendo um antigo jornalista político gaúcho. Como não era muito íntimo com as teclas, evitava ao máximo escrever matérias, preferia ditá-las por telefone.
Uma noite, o editor-chefe – o jornal era o Diário de Notícias de Porto Alegre – encheu as medidas.

– Ah não, hoje vais escrever a matéria! Pega um táxi e vem pra cá.
Contrafeito, o bravo veterano obedeceu. A certa altura do texto, perguntou.
– Celito, diz uma coisa: hospício tem agá?
– Claro que tem!
No outro dia saiu assim.
“Sob os hospícios da primeira-dama do Estado…”

Madurão e Cilitão
O ditador venezuelano resolveu turbinar sua imagem junto ao povo. Ele e a mulher Cilia viraram bonecos de super-heróis, o Super Bogode e a Super Cilita, sua mulher Cilia. Meu senhor Jesuscristinho, tende piedade dos venezuelanos.
Conosco ninguém podemos
Seria uma frase boa para Lula dizer depois e se o partido Podemos aceitar um ministério no seu governo. No Sul, o nome mais conhecido do partido é o Senador Lasier Martins. Que não se elegeu. Taí um belo prêmio de consolação. Se ele e o partido aceitarem, é claro.
Momento confusão
Contam que, certa vez, um jogador da dupla Grenal foi a uma imobiliária alugar um apartamento. Pediram caução. No dia seguinte ele voltou levando um calção.
Momento filé
Um dos melhores e mais honestos filés do Centro Histórico é o do Boteko Andradas, na Andradas defronte à Casa de Cultura Mario Quintana. É honesto em um negócio em que há muitos desonestos. E cabe no seu bolso, nada de extravagâncias monetárias tipo mais de R$ 100. Lá é menos da metade.
A ruptura
Conversando com jornalistas mais jovens, sempre fico surpreso como eles encaram certos fatos atuais que seriam anormais em décadas passadas, e vice-versa. Tenho refletido sobre essa divisão temporal abrupta e concluí que aquilo que antigamente se chamava fosso entre gerações hoje virou precipício.
Um dos grandes pecados do jornalismo (e de alguns historiadores) é tentar entender o passado com os olhos de presente. Isso é fatal para entendê-lo. Então estamos contando a história como ela não é. Mesmo porque até repórter emite opinião – antes mesmo de sair da redação à cata do que ele pensa que sabe.