Se me perguntassem qual a história real que ilustra melhor a loucura desse tempo em que vivemos eu diria que é a entrevista da atriz global Nanda Costa, que foi capa da Playboy há cerca de 10 anos. Ela posou nua sem muita preparação. Ou seja, com quase todos os pelos pubianos, ficando só o risquinho que liga com o outro risquinho.
Ocorre que uma das polêmicas, tanto na época como hoje, é a depilação total íntima de homens e mulheres, então a floresta virgem – mas o que eu estou dizendo? Esqueçam o virgem – deu pano pra manga nas redes sociais.
Como o ensaio foi feito em Cuba, que ainda mantém a tradição de ilha dos barbudos revolucionários, a atriz justificou a manutenção dos pelos pubianos com uma frase que reputo como uma das mais divertidas que já li na minha vida.
– Não iria fazer bigodinho de Hitler na terra de Fidel.
Não menos divertida foi a opinião do filósofo carioca Paulo Ghirardeli, sobre a frase da moça da capa, animado com o debate na web.
– A declaração de Nanda é ótima, pois coloca a política ideológica no lugar dela: nas partes pudendas. Em que outro lugar poderíamos colocar a direita e a esquerda?
Nós gaúchos ideologizamos tudo. Eucalipto é de direita, maricá é de esquerda, mocotó é de direita, sanduba natureba é de esquerda. E assim por diante. Mas nem nos mais loucos devaneios nós pensamos em ideologizar os pentelhos.
