Aquela que já foi conhecida como Cidade Maravilhosa parece não ter jeito. A conceituada revista The Economist fez ampla matéria sobre o domínio do mal, que além de ser a capital do crime organizado e da corrupção e dominada por facções. Nada menos de 1,7 milhão de cariocas vivem sob o domínio do CV e outro tanto são controlados pelas milícias.

A publicação acha que o problema da segurança pública já não pode mais ser resolvida regionalmente. Em paralelo, turistas de todo o mundo são obrigados a “turistar” sob forte esquema se segurança.
A culpa do desastre
Sempre se diz que o começo de tudo foi Leonel Brizola quando governou o Rio duas vezes, a primeira em 1982, quando proibiu a Polícia de subir os morros. O que é verdade.

Eu sei porque escrevi sobre isso na época. Mas há outros componentes nessa tragédia urbana. O maior deles é a corrupção nas polícias e nos presídios.
A descida do morro
Lembrei do que se dizia nos anos 1960, quando o quadro não era tao dramático. O dia que o morro descer, a cidade vai tremer.
E tremeu mesmo. A ironia é que o morro desceu, mas a cidade não consegue mais subir nele.
A crueldade é que a maioria dos moradores das favelas é gente. Entretanto, é dominada pelo medo.

A Rocinha é um bom exemplo do que digo. Eles dormem, comem em restaurantes, divertem-se como um bairro normal em uma cidade normal. Então, acostumaram-se com isso.
O poeta é um fingidor/
Finge tão completamente/
Que é dor/
A dor que deveras sente.
Esse poemeto é do imortal Fernando Pessoa e bem que poderia ser uma definição do povo carioca. E, nas entradas do Rio de Janeiro, poderia ter um político como na entrada do Inferno de Dante Alighieri na monumental Divina Comédia.
Ó vós que entrais, perdei toda a esperança.
No entanto, é uma cidade tão bonita…
Alguém lá em cima não gosta de nós
O Rio Grande do Sul parece ter sido amaldiçoado. Especialmente pelos deuses do clima.
Alterna secas com enchentes em pouquíssimos anos para o agro respirar. Agora vem a confirmação parcial que o El Niño, que significa muita chuva, passou da fronteira do “talvez” para o estágio “certeza”.
A única dúvida é se ele será forte ou muito forte. Quando o Pacífico Equatorial tem aumento da temperatura de 1,5 graus centígrados é muito forte, e se for mais de 2 graus é, no popular, catastrófico.

O que fizemos para merecer esse castigo? O Paralelo 30. Tanto o El Niño quanto sua irmã La Niña, que traz seca severa para o Sul, são conhecidos desde o século XVI, quando os espanhóis colonizaram a parte oeste da América do Sul, daí os nomes. A culpa é do Paralelo 30 porque, em todo o mundo, quem fica nessa latitude, enfrenta problemas climáticos.
Então preparem seus coletes salva-vidas. Arre, azar dos diabos!
Como alguém com soluço
Assim é a guerra contra o Irã. Quando parece ter passado e há paz ou pelo menos uma trégua no horizonte, lá vem outro soluço
O enigma provisório
As pesquisas recentes indicam que Flávio Bolsonaro passaria Lula no segundo turno. Por enquanto, isso não pode ser considerado como uma certeza matemática.
Ainda estamos na pré-campanha, e tem muito chão pela frente. Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com reduzidas intenções de votos. E é claro que ambos farão número maior quando chegar a hora da verdade.
Tenho por mim que o ex-governador mineiro vai crescer quando a campanha começar de verdade e entrar o horário político. Romeu Zema tem um atrativo para boa parte do eleitorado farto de políticos de carreira, o fato de só ter entrado no ramo para se eleger e depois reeleger governador de Minas. E deu certo na empreitada, com elevados níveis de aprovação.