A repórter de uma emissora de rádio de Porto Alegre entrou ao vivo para entrevistar um passante. Foi mal. O entrevistado era surdo-mudo e saiu uma sequência de “mmmu…mmm.mmmu”. Não deu para editar. Mico leão dourado.
Culpa retroativa
Quem fala muito no passado não tem projeto para o futuro ou usa atos de governantes anteriores para mascarar mancadas do presente. Olhai para o chefão que mora em Brasília. O legítimo profeta do passado.

Mistura indigesta
Quando se diz que o jornalismo atual perdeu o equilíbrio que caracterizava tempos melhores, é verdade. Na maioria dos jornais e publicações, as respectivas redações e seus repórteres são majoritariamente de esquerda.
Por si só não seria problema. Desde que não eles não misturassem as coisas, o que grandes jornais tomam cuidado. Salvo se são de esquerda. Como diz a palavra, repórter faz reportagem, quem emite opinião é colunista.
Um jornal tem todo direito de ter opção partidária e ideológica. No entanto, deve deixar isso claro para os leitores.

O que não vale é dar o tapa e esconder a mão. Costuma perder muitos leitores e assinantes.
No Brasil, salvo exceções, todos são de esquerda. Há casos em que os donos dos jornais sabem disso. Mas alertam que não podem usar texto para contrabandear ideologia. São os que têm maior credibilidade.
Ocorre que vivemos tempos de vaca não reconhecer bezerro. Então, há uma certa perplexidade entre leitores e até mesmo dos patrões.
O que aconteceu?
Costuma-se repetir que as plataformas virtuais deixam os impressos obsoletos. Nada mais antigo que o jornal de hoje. Mas há um detalhe: será que parte desse fluxo de jornais perdendo leitores não é porque não escrevem o que o leitor gostaria de ler?
Há décadas bato nessa tecla. Para mim, não precisa ponto de interrogação, é fato.
A banalização do mal
Se tem algo que não me acostumo é a postagem de vídeos comerciais antes de uma publicação na web postar vídeo com mortes por tragédias e destruição natural. Puxa vida, até a morte e a dor tem que ser comercializadas? Não demora e nos velórios os caixões terão propaganda.

“Que rei sou sem reinado e sem coroa?”
Pensamento do Dias