Deu-me uma saudade do autodenominado poeta maldito Moacir Ribeiro. Dublê de jornalista, vagava nas frias madrugadas de julho nos bares da Rua da Praia, deitando âncora no Bar Leão, onde bebia litros, devolvendo-os em forma de poemas desconcertantes.
“Hoje, amanheci com uma vontade louca de brigar com Deus” , começava um, terminando com “Vocês não entendem nada de ternura humana!” com exclamação e tudo. Morreu como viveu. Da última vez que o vi, estava com um bilhete de loteria na mão dizendo que, se ganhasse, iria surfar em Camboriú.