Por parte de mãe, eu sou Selbach, família que inicialmente fixou-se no Vale do Caí, em Santa Teresinha, Bom Princípio. Meu ancestral Peter Selbach pertenceu à poderosa Ordem dos Cavaleiros Teutônicos. O diferencial é que resgataram o brasão que ilustra essa história, em que se observa as atividades da família, como a criação de cervos e agricultura (trigo).

Os Selbach também se dedicavam à navegação fluvial nos rios Mosela e Reno – os braços da forquilha invertida. Originalmente, o timão era inteiro.
Depois, o brasão foi redesenhado com a peça partida ao meio. A explicação é surpreendente. Durante as Guerras Napoleônicas (1803-1815), toda a frota de barcos de Johan Peter foi sequestrada, sem indenização, por Napoleão Bonaparte. O brasão, então, foi refeito com o timão quebrado.
Sem outra alternativa e quebrado graças ao baixinho Napoleão Bonaparte, que tinha a mania de ser metido a grande, meu ancestral veio para o Brasil em 1829. Primeiro estabeleceram-se em São José do Hortêncio. Meu trisavô fundou o município de Selbach (RS), que se diferenciou das demais correntes migratórias porque os colonos eram escolhidos por sua competência e expertise.
Vamos que Napoleão Bonaparte não tenha feito o que fez com meu pentavô. Quem sabe o que eu seria aqui ou na Alemanha.
Mas o “se” não permite grandes divagações. Talvez eu fosse marinheiro na Alemanha, como coincidentemente meu pai foi durante a I Guerra Mundial em um navio caça-minas da Marinha imperial alemã.