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Memória jornalística

O mais notável desaparecimento da imprensa escrita foram os Classificados. Era uma das maiores fontes de renda para os jornais. Matou-os o Google, penso. Quem pegou o tempo do Correio do Povo antigo, de Breno Caldas, deve lembrar das páginas e mais páginas da edição de domingo, lembrando que o jornal era standard, não tablóide.

    Quando o Correiāo fechou, inícios dos anos 1980, a Zero Hora pegou o bastão. Como era muita página, o Clasificados ZH precisava ser impresso na sexta-feira. As bancas e jornaleiros o recebiam antes para encartá-lo tão logo chegasse a edição dominical, às vezes 8 ou 9 horas antes.
    Por isso havia um mercado paralelo dos classificados. Empresas queriam ver antes as barbadas oferecidas,  principalmente no mercado imobiliário. E pagavam uma boa grana para jornaleiros e bancas.
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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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