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Madrugada dos mortos

    Qualquer pessoa medianamente observadora sabe que a criminalidade aumenta, e não só aqui no RS, e que até mesmo o simples ato de ir e vir do seu prédio ou casa é proeza para Indiana Jones, especialmente à noite e de madrugada – a madrugada é dos mortos. Você, eu e um zilhão de pessoas ou já fomos assaltados, ou alguém da família sofreu algum tipo de ação criminosa e que vizinhos, amigos, conhecidos e parentes contam causos de arrepiar.
    Os veículos de comunicação, em especial os jornais, não dão conta da cobertura policial, seja porque não haveria espaço, seja porque as redações encolhem por conta da crise publicitária (e de gestão…) seja porque tem muito repórter pouca-prática. Isso sim é tempestade perfeita. Todo dia ouço vários relatos de assassinatos e casos bárbaros de espancamento que não chegam à famosa mídia.
    Tem algo que julgo piorar o quadro, pessoas que não registram ocorrência, BO. A sociedade precisa mostrar suas estatísticas e clamar por mais rigor na legislação penal. Os governos, e em especial o Poder Legislativo, só se mexem com números. E quando alguma excelência se move, não raro consegue piorar.
    Vou mais longe: a criminalidade alarmante está, há horas, pedindo uma ação coordenada da União com os Estados, Municípios, um plano nacional de segurança. Ou o crime já não é uma questão de segurança nacional.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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